Quando uma empresa chega a 30, 50 ou 100 PJs ativos, a pergunta inevitavelmente aparece: quem aprova o pagamento de quem? Na maioria das operações que acompanhamos, a resposta oscila entre dois extremos igualmente problemáticos. Ou tudo passa pelo CFO, que vira gargalo e atrasa fechamentos, ou qualquer gestor aprova qualquer valor, o que elimina qualquer tipo de controle de alçada real.
Alçadas de aprovação resolvem esse dilema ao definir com clareza quem pode aprovar o quê, com base em critérios objetivos como valor, área ou tipo de pagamento. Para empresas que trabalham com dezenas de prestadores de serviços no modelo pessoa jurídica, ter alçadas bem definidas deixou de ser sofisticação de grande corporação e passou a ser requisito básico de governança na gestão de PJ.
Neste artigo, você vai entender como estruturar uma matriz de alçadas que funciona na prática, por que a aprovação de gestor é essencial antes do financeiro liberar pagamento, quais erros evitar e como a Managefy trata essa questão dentro da Folha PJ.
O Problema: Todos Aprovam ou Ninguém Aprova
O problema das alçadas indefinidas é duplo: ou tudo trava no CFO, ou nada tem controle real. Nos dois casos, a empresa perde eficiência operacional e assume riscos trabalhistas desnecessários.
A gestão de PJ em empresas de médio porte geralmente nasce informal. No início, com 5 ou 10 prestadores, o próprio dono ou o financeiro validava tudo. Funcionava porque o volume era baixo e todo mundo conhecia todo mundo.
O problema começa quando a operação cresce. Segundo levantamento da LeverPro publicado pelo InfoChannel, 98% das PMEs brasileiras ainda não utilizam automação na área financeira, incluindo controles de aprovação. Na gestão de despesas com PJs, esse número provavelmente é ainda maior, dado que muitas empresas tratam pagamentos a prestadores como contas a pagar genéricas, sem política interna definida.
O resultado são dois cenários recorrentes. No primeiro, todas as aprovações sobem para a diretoria financeira. O CFO ou controller precisa validar cada pagamento individualmente, mesmo os recorrentes de valores baixos. Isso gera atraso no fechamento, frustração do time operacional e um executivo gastando tempo com atividade que não deveria consumir sua agenda. No segundo cenário, a aprovação fica pulverizada, qualquer coordenador libera qualquer valor, e a diretoria só descobre que pagou 15 mil reais para um consultor quando a conta bancária apresenta saldo abaixo do esperado.
Nenhum dos dois cenários é sustentável quando a operação passa de 20 ou 30 PJs. Sem controle sobre quem aprova o quê, os riscos jurídicos aumentam e a gestão financeira perde previsibilidade.
O Que São Alçadas de Aprovação PJ
Alçadas de aprovação são limites definidos que determinam quem tem autoridade para autorizar determinado tipo de gasto ou pagamento, considerando critérios como valor, área responsável, natureza da despesa ou combinação desses fatores.
O conceito vem da governança corporativa tradicional e existe em qualquer empresa bem estruturada para gastos corporativos como compras, viagens ou contratação de fornecedores. A diferença é que, na gestão de PJs, as alçadas precisam considerar particularidades do modelo de prestação de serviços, como pagamentos recorrentes com ajustes mensais, reembolsos pontuais e variações de escopo que afetam o valor final.
Uma pesquisa da New Field Research para a Conta Simples, divulgada pelo InfoMoney, revelou que 39% das MPMEs brasileiras ainda controlam despesas de forma manual, usando planilhas e processos sem rastreabilidade. Para a folha de pagamento PJ, onde o fechamento mensal já é complexo por natureza, ter alçadas formalizadas faz diferença real no dia a dia do time de RH ou financeiro.
Por Que o Gestor Deve Aprovar (Não o Financeiro)
Aprovação de gestor é a validação funcional que confirma que o prestador PJ entregou o serviço contratado antes do pagamento ser liberado. Parece óbvio, mas a maioria das empresas ainda centraliza toda a aprovação no financeiro, que não tem como saber se o trabalho foi realmente entregue.
O primeiro argumento é segregação de funções. Quem gerencia o PJ no dia a dia valida a entrega. Quem paga valida dados fiscais. Ninguém faz as duas coisas sozinho. Isso não é burocracia, é governança básica que protege a empresa de pagar por serviço não prestado e protege o gestor de ser responsabilizado por algo que não validou.
O segundo argumento é que o financeiro não conhece a entrega. O analista financeiro sabe se a nota fiscal está correta: CNPJ ativo, valor batendo com contrato, retenções certas, município de ISS correto. Mas ele não sabe se o PJ entregou 40 horas ou 20. Não sabe se a qualidade do trabalho foi aceitável. Não sabe se o escopo mudou no meio do mês. Quem sabe isso é o gestor de tecnologia da informação que acompanha o desenvolvedor, ou o gerente de marketing que gerencia o consultor de mídia. Cada um valida o que conhece.
O terceiro argumento envolve sigilo de valores. Na Managefy, o gestor pode aprovar a entrega da sua equipe sem ver os valores de outras áreas e, em alguns casos, sem ver nem o valor do próprio prestador. Isso evita comparações salariais e vazamento de informação sensível entre departamentos. Mais do que isso, distribui a responsabilidade de forma clara: gestor responde pela entrega, financeiro responde pelo fiscal e tributário.
O quarto argumento é rastreabilidade. Se um PJ questionar pagamento depois, existe histórico de quem aprovou a entrega e quando. Se uma auditoria trabalhista perguntar quem validou que o serviço foi prestado, tem registro com data e hora. Aprovação por WhatsApp ou verbal não deixa trilha, e quando o problema aparece, ninguém lembra quem autorizou o quê. A aprovação de gestor formal resolve isso.
Modelo de Alçadas Por Valor
O critério mais comum para definir alçadas é o valor do pagamento. A lógica é simples: quanto maior o valor, maior o nível hierárquico necessário para aprovar.
Um modelo que funciona bem para empresas com 30 a 100 PJs é o seguinte:
| Faixa de Valor | Aprovador | Observação |
|---|---|---|
| Até R$ 5.000 | Gestor direto | Pagamentos recorrentes dentro do contrato de prestação |
| R$ 5.001 a R$ 15.000 | Coordenador/Gerente de área | Inclui ajustes e reembolsos relevantes |
| R$ 15.001 a R$ 50.000 | Diretor de área | Valores que impactam orçamento do centro de custo |
| Acima de R$ 50.000 | CFO ou Comitê | Geralmente novos contratos PJ ou extensões significativas |
As faixas variam conforme o porte e o perfil de cada contratante. Uma startup com 40 pessoas pode ter o CEO aprovando tudo acima de 10 mil, enquanto uma empresa de 500 funcionários CLT e PJ pode colocar esse limite em 100 mil. O importante é que as faixas reflitam a realidade da organização e distribuam a carga de aprovação de forma proporcional ao risco trabalhista envolvido.
Um ponto que muitas empresas ignoram é a distinção entre pagamento recorrente e pagamento novo ou ajustado. Um prestador de serviços que recebe 8 mil reais todo mês há 12 meses representa risco diferente de um novo PJ com primeiro pagamento no mesmo valor. Alçadas mais sofisticadas consideram essa diferença, permitindo que pagamentos recorrentes sem alteração sigam por fluxo de trabalho simplificado.
Outros Critérios de Alçada
Valor é o critério mais óbvio, mas não é o único. Empresas com operações mais complexas costumam combinar múltiplos critérios para criar uma matriz de alçadas mais precisa e garantir segurança jurídica nas aprovações.
Os critérios mais comuns além de valor são:
- Área ou centro de custo — O diretor de tecnologia da informação aprova pagamentos de PJs de TI, enquanto o diretor comercial aprova consultores de vendas. Isso faz sentido porque o gerente da área conhece o trabalho entregue e pode validar se o valor está adequado. O risco é criar silos onde cada área opera com regras próprias, dificultando a visibilidade consolidada e a prestação de contas.
- Tipo de pagamento por categoria de despesa — Pagamentos contratuais recorrentes seguem um fluxo, enquanto reembolsos de despesas corporativas ou bônus por resultado seguem outro. Ajustes retroativos, como correções de valores de meses anteriores, podem exigir aprovação adicional justamente por fugirem do padrão estabelecido na política interna.
- Frequência e histórico do prestador — O primeiro pagamento de um novo prestador exige aprovação de nível mais alto, independentemente do valor. Pagamentos subsequentes, se dentro do valor contratado, seguem fluxo padrão. Essa abordagem concentra atenção nos momentos de maior risco, que são a entrada de novos prestadores via onboarding PJ e alterações contratuais.
- Combinação de critérios para valores máximos — Valor + área + tipo de pagamento simultaneamente, para empresas mais maduras em governança corporativa que precisam de controle granular sobre os recursos da empresa.
A combinação de critérios cria uma matriz mais robusta, mas também mais complexa de gerenciar. Em planilha de gestão PJ, administrar alçadas que consideram valor, área e tipo de pagamento simultaneamente vira pesadelo operacional. Por isso muitas empresas simplificam demais ou abandonam o controle quando a operação cresce.
Fluxo de Aprovação Com Alçadas
Definir as alçadas é metade do trabalho. A outra metade é implementar um workflow que funcione na prática, sem criar burocracia excessiva nem deixar brechas que exponham a empresa a riscos trabalhistas.
Um fluxo de aprovação bem estruturado tem 6 etapas distintas, cada uma com responsável claro:
| Etapa | O Que Acontece | Quem Faz |
|---|---|---|
| 1 | PJ envia NF + relatório de atividades | Prestador |
| 2 | Sistema valida dados básicos (CNPJ ativo, valor bate com contrato, competência correta) | Automático |
| 3 | Gestor recebe notificação e aprova a ENTREGA (validação funcional) | Gestor |
| 4 | Financeiro valida dados FISCAIS (retenções, município ISS) | DP/Financeiro |
| 5 | Folha PJ consolida todos os aprovados do mês | Sistema |
| 6 | Pagamento executado | Financeiro |
O ponto central desse fluxo é a separação entre etapas 3 e 4. O gestor aprova SE o prestador entregou o trabalho. O financeiro valida SE a nota fiscal está correta. São validações diferentes, feitas por pessoas diferentes, com conhecimentos diferentes. Se o gestor rejeita na etapa 3, o pagamento nem chega no financeiro. Se o financeiro encontra erro na etapa 4, a NF volta para o PJ corrigir antes de seguir.
O ponto crítico está na identificação automatizada do aprovador correto. Se esse passo for manual, a pessoa responsável pelo fechamento da folha PJ precisa lembrar quem aprova o quê, encaminhar para a pessoa certa e cobrar resposta. Isso funciona com 10 PJs, mas colapsa com 50.
Segundo case publicado pela VExpenses, empresas que migram de processo manual para sistema automatizado conseguem reduzir em até 75% o tempo médio de aprovação, passando de 20 minutos para apenas 5 minutos por conciliação. A automação do roteamento é o que diferencia um processo de alçadas funcional de um processo burocrático que ninguém segue.
Outro elemento importante é o tratamento de exceções. O que acontece quando o aprovador está de férias? E quando um pagamento urgente precisa ser liberado fora do ciclo normal? Fluxos bem desenhados preveem delegações temporárias e escalonamento automático quando o aprovador original não responde em tempo hábil, garantindo a autonomia do colaborador responsável pelo fechamento sem comprometer o controle. Para entender como configurar esse fluxo na prática, veja nosso guia de rotinas de DP para PJ.
Matriz de Alçadas Completa
Para empresas que querem configurar alçadas de forma estruturada, uma matriz completa ajuda a documentar todas as regras em um único lugar. O modelo abaixo serve como ponto de partida:
| Tipo de Pagamento | Valor | Aprovador Nível 1 | Aprovador Nível 2 | Observação |
|---|---|---|---|---|
| Recorrente contratual | Até R$ 10.000 | Gestor direto | — | Fluxo automático se sem alteração |
| Recorrente contratual | R$ 10.001 a R$ 30.000 | Gerente de área | — | Aprovação mensal obrigatória |
| Recorrente contratual | Acima de R$ 30.000 | Gerente de área | Diretor financeiro | Dupla aprovação |
| Primeiro pagamento (novo PJ) | Qualquer valor | Gerente de área | Diretor de área | Independente do valor — valores máximos não se aplicam |
| Ajuste/correção | Até R$ 3.000 | Gestor direto | — | Justificativa obrigatória |
| Ajuste/correção | Acima de R$ 3.000 | Gerente de área | Diretor financeiro | Dupla aprovação |
| Reembolso | Até R$ 1.000 | Gestor direto | — | Comprovantes anexados |
| Reembolso | Acima de R$ 1.000 | Gerente de área | — | Aprovação prévia recomendada |
| Bônus/variável | Qualquer valor | Diretor de área | CFO | Sempre dupla aprovação |
A matriz precisa ser revisada periodicamente pelo jurídico e pela diretoria. Conforme a empresa cresce, os valores podem precisar de ajuste. Conforme a estrutura organizacional muda, os níveis de aprovação também podem mudar. Recomendamos revisão semestral ou sempre que houver mudança significativa na operação.
Um cuidado importante: a matriz precisa ser conhecida por todos os envolvidos na relação de trabalho com prestadores. Não adianta ter um documento detalhado que só o financeiro conhece. Os gestores que vão aprovar precisam saber suas alçadas, e os PJs precisam entender que pagamentos passam por validação, o que ajuda a manter expectativas alinhadas sobre prazos de recebimento.
Os 5 Erros Mais Comuns em Alçadas de Aprovação
Depois de acompanhar dezenas de empresas estruturando suas alçadas para gestão de PJs, identificamos padrões de erro que se repetem e comprometem tanto a eficiência quanto a segurança jurídica da relação de trabalho.
Minha visão sobre isso é clara: alçada não é burocracia, é governança básica. Empresa que paga dezenas de PJs sem saber quem aprovou o quê está pedindo para ter surpresa no fechamento. E surpresa em folha de pagamento nunca é boa.
O primeiro erro é criar alçadas muito restritivas, exigindo aprovação de diretor ou CFO para valores baixos. A intenção é controle, mas o resultado é gargalo. Quando o CFO precisa aprovar 40 pagamentos por mês, ele aprova em lote sem analisar, ou atrasa o fechamento. Nenhuma das duas opções é boa para a gestão de despesas.
O segundo erro é não considerar a recorrência. Tratar um pagamento de 8 mil reais de um prestador que está na empresa há 2 anos da mesma forma que o primeiro pagamento de um novo contratado não faz sentido. O risco é diferente, a alçada deveria refletir isso. Contratos de trabalho estáveis merecem fluxo simplificado.
O terceiro erro é falta de visibilidade consolidada para a diretoria. Os gestores aprovam seus PJs, mas ninguém tem visão do todo. A diretoria só vê o número agregado na conta a pagar, sem saber quanto cada área está gastando com prestadores ou como os valores evoluem mês a mês. Isso dificulta a auditoria de PJ e compromete o gerenciamento dos recursos da empresa.
O quarto erro é não tratar exceções. Quando o aprovador está indisponível e o pagamento trava, o time operacional improvisa, pede aprovação por WhatsApp, anota num caderno que fulano autorizou verbalmente. Isso destrói a rastreabilidade e cria risco de auditoria trabalhista, além de expor o empregador a questionamentos jurídicos sobre a relação com o prestador.
O quinto erro é o financeiro aprovar sozinho sem validação de entrega. O financeiro recebe a NF, confere se os dados fiscais estão corretos e libera o pagamento. Parece eficiente, mas tem um problema grave: ele não sabe se o PJ entregou o trabalho. Na prática, o que acontece é que PJ que não entregou recebe igual, PJ que entregou menos horas recebe o valor cheio, e a empresa paga sem ninguém ter validado que o serviço foi prestado. A solução é simples: NF só chega no financeiro depois que o gestor aprova a entrega. Quem conhece o trabalho valida primeiro, quem conhece fiscal valida depois.
Alçadas em Planilha vs. Sistema
A maioria das empresas começa gerenciando alçadas em planilha. Funciona assim: uma aba com a matriz de alçadas, outra aba com os pagamentos do mês, e o analista financeiro verifica manualmente quem precisa aprovar cada item e envia por e-mail.
Com até 15 ou 20 PJs, isso é viável. Trabalhoso, mas viável. O problema é que planilha não escala. Quando a operação cresce, surgem problemas que a planilha não resolve: não há controle de versão das aprovações, não há registro automático de quem aprovou quando, não há roteamento automático para o aprovador correto, não há alertas de pendência ou escalonamento.
Segundo estudo da Celero publicado pelo TI Inside, a automação financeira em PMEs reduziu a inadimplência em 37% e ampliou a previsibilidade do fluxo de caixa. O fluxo automatizado também facilita a transição de planilha para sistema.
O investimento em sistema de gestão PJ se paga quando o custo do tempo gasto gerenciando planilha supera o custo da ferramenta. Para a maioria das empresas com mais de 25 PJs, esse ponto de equilíbrio já foi ultrapassado, mesmo que não tenham feito a conta formalmente. A decisão de migrar da planilha geralmente vem depois de algum erro de aprovação que custou caro ou gerou passivo trabalhista.
Como a Managefy Gerencia Alçadas de Aprovação
A Managefy foi construída com aprovação de gestor como funcionalidade central, não como complemento. Isso significa que as alçadas de aprovação estão integradas ao fluxo da Folha PJ desde o desenho do produto.
Na prática, funciona assim: você configura a matriz de alçadas uma vez, definindo valores, áreas e níveis de aprovação conforme a governança corporativa da sua empresa. Os perfis de acesso garantem que cada pessoa veja apenas o que deve ver e aprove apenas o que está na sua alçada, respeitando o sigilo de valores quando necessário.
Quando chega o fechamento da Folha PJ, o sistema roteia automaticamente cada pagamento para o aprovador correto. O gestor recebe notificação, aprova ou rejeita com um clique, e o histórico fica registrado para garantir conformidade legal. Se o aprovador não responde no prazo configurado, o sistema escala automaticamente para o nível seguinte, garantindo que o fluxo não trave.
A visibilidade é completa: a diretoria vê o status de todas as aprovações em tempo real, quanto está aprovado, quanto está pendente, quanto foi rejeitado e por quê. Isso elimina a síndrome do CFO que só descobre os valores quando já foram pagos, e facilita a prestação de contas para qualquer tipo de auditoria.
O sigilo de valores na folha PJ também funciona com alçadas. Um gestor pode aprovar o pagamento do seu time sem ver os valores de outras áreas. Isso é particularmente importante em empresas onde a informação de remuneração de prestadores é sensível e precisa de compliance adequado para evitar riscos jurídicos.
FAQ
1. Qual o valor mínimo para exigir aprovação de diretoria?
Depende do porte da empresa e da política interna de governança corporativa. Em empresas de médio porte, valores acima de R$ 30.000 ou R$ 50.000 costumam exigir aprovação de diretoria. O critério é proporcionalidade: a alçada deve refletir o nível de risco trabalhista que cada valor representa para a operação e os recursos da empresa.
2. Alçadas de aprovação para PJ são diferentes de alçadas para fornecedores?
Podem ser. Pagamentos a prestadores pessoa jurídica têm características específicas, como recorrência mensal e ajustes frequentes de reembolso, que justificam regras próprias. Muitas empresas mantêm políticas separadas para simplificar a gestão de despesas e garantir conformidade legal na relação de trabalho com cada tipo de contratante.
3. Como tratar férias ou ausência do aprovador?
Configure delegações temporárias com antecedência. Em sistemas como a Managefy, é possível definir um substituto que assume as alçadas durante o período de ausência, com registro de quem efetivamente aprovou. Isso mantém a rastreabilidade sem travar o fluxo de trabalho do departamento pessoal.
4. Alçadas de aprovação aumentam burocracia nas rotinas corporativas?
Só se forem mal desenhadas. Alçadas proporcionais ao risco, com roteamento automatizado e fluxos claros, reduzem tempo de aprovação porque eliminam o vai-e-vem de quem precisa aprovar o quê. O segredo é configurar uma vez e deixar o sistema gerenciar.
5. Preciso de sistema para implementar alçadas na gestão de PJ?
Com até 15-20 PJs, planilha funciona para controle básico. Acima disso, o tempo gasto gerenciando manualmente costuma superar o custo de um sistema. A decisão depende de quanto tempo seu time perde hoje com esse controle e qual o risco trabalhista de aprovar pagamentos sem registro adequado.
6. Como auditar as aprovações retroativamente?
Com planilha, a auditoria depende de e-mails salvos e anotações. Com sistema, cada aprovação fica registrada automaticamente com data, hora e responsável, facilitando qualquer verificação posterior pelo jurídico ou por auditores externos. Essa rastreabilidade é fundamental para compliance na gestão de PJ.
7. Alçadas funcionam para PJs de diferentes áreas e tipos de contrato?
Sim, e essa é uma das principais vantagens do modelo. Você pode ter alçadas diferentes para TI, marketing, consultoria e outras atividades-meio, refletindo a estrutura organizacional e os orçamentos de cada centro de custo. A mesma lógica vale para diferentes tipos de contrato de prestação de serviços.
8. Como comunicar as alçadas para os gestores da empresa?
A matriz de alçadas deve ser documentada e compartilhada com todos os aprovadores. Recomendamos uma reunião inicial de alinhamento, seguida de documentação acessível (intranet ou sistema). Cada gestor precisa saber exatamente sua alçada e o que acontece quando um pagamento ultrapassa seu limite de aprovação.
9. Por que o financeiro não deveria aprovar pagamento de PJ sozinho?
Porque o financeiro valida dados fiscais (NF correta, retenções certas, CNPJ ativo), mas não sabe se o serviço foi entregue. Quem sabe isso é o gestor que acompanha o trabalho no dia a dia. O fluxo correto é: gestor aprova a entrega primeiro, depois financeiro valida o fiscal. Cada um faz o que sabe fazer.
10. Gestor precisa ver o valor para aprovar a entrega?
Não necessariamente. Na Managefy, você pode configurar para o gestor aprovar a entrega sem ver o valor (sigilo de valores). Nesse caso, o gestor confirma que o trabalho foi feito e o financeiro valida o valor e dados fiscais. Isso é útil quando informação de remuneração é sensível ou quando a empresa quer evitar que gestores comparem valores entre áreas.
Fechamento
Alçadas de aprovação não são burocracia corporativa transplantada para a gestão de PJs. São a diferença entre uma operação onde cada pagamento tem dono e responsável, e uma operação onde valores são liberados sem critério até que algum problema trabalhista ou jurídico apareça.
Para empresas com dezenas de prestadores de serviços, estruturar alçadas é investimento que se paga em controle, previsibilidade e tempo economizado do time financeiro. É também garantia de direitos e de segurança jurídica para todos os envolvidos na relação de trabalho, reduzindo riscos de pejotização e passivo trabalhista.
A Managefy nasceu com essa funcionalidade no centro do produto porque entendemos que governança é parte essencial de uma Folha PJ bem feita. Se você quer ver como isso funciona na prática, agende uma demonstração e conheça o fluxo de aprovações.


