Sua planilha de gestão de PJs era perfeita quando você tinha 15 prestadores. Hoje, com 50 ou mais, ela virou um monstro de abas, fórmulas quebradas e dados que ninguém mais confia. Segundo pesquisa do OTRS Group, 36% dos executivos brasileiros ainda acreditam que processos manuais são suficientes para suas operações. O problema é que essa crença custa caro: em tempo, em erros e em risco trabalhista.
Planilha gestão PJ é uma ferramenta que funcionou em determinado momento, mas que colapsa quando a operação escala. Neste artigo, você vai entender exatamente onde está o ponto de quebra, quanto isso custa de verdade para sua empresa contratante, e como migrar para um software de gestão PJ em 60 dias sem trauma. Vou mostrar cases reais, uma calculadora de ROI e um business case pronto para apresentar ao CFO.
Por Que Planilhas Quebram Com 30+ PJs
Trinta prestadores é o ponto de quebra. A partir desse número, o tempo de manutenção cresce exponencialmente, os erros se multiplicam e a planilha vira passivo, não ativo.
A planilha quebra nesse volume porque não foi projetada para gestão operacional em escala. Ela nasceu para fazer cálculo, não para gerenciar fluxos de trabalho com múltiplas variáveis, múltiplos usuários e múltiplas fontes de dados.
O Brasil tem hoje 6,8 milhões de profissionais atuando como pessoa jurídica, segundo dados do IBGE. Empresas que antes tinham 5 ou 10 PJs agora gerenciam 50, 100, às vezes 300 prestadores. A planilha que nasceu simples virou um Frankenstein de abas conectadas, macros que ninguém entende e fórmulas que quebram toda vez que alguém adiciona uma linha no lugar errado. Se você está avaliando a contratação PJ em escala, precisa entender esse limite.
O ponto de quebra acontece quando três condições se combinam. Primeiro, volume: acima de 30 PJs, o tempo de manutenção da planilha cresce exponencialmente. Segundo, complexidade: múltiplos contratos, diferentes formas de remuneração, prazos variados de pagamento. Terceiro, pessoas: mais de uma pessoa editando o mesmo arquivo, gerando conflitos de versão e dados sobrescritos.
Pesquisa da Automation Anywhere mostra que colaboradores gastam em média 3 horas por dia com tarefas repetitivas e administrativas. Em uma equipe de RH com 5 pessoas, são 15 horas diárias perdidas em atividades que poderiam ser automatizadas. Multiplique isso por 22 dias úteis e você tem 330 horas mensais de trabalho que não geram valor nenhum para a empresa.
A planilha também não oferece rastreabilidade. Quem alterou aquele valor? Quando? Por quê? Na hora de uma auditoria ou de um processo trabalhista, essa informação é crítica para compliance PJ. E a planilha simplesmente não tem.
| Nº de PJs | Tempo médio mensal em planilha | Risco de erro | Recomendação |
|---|---|---|---|
| Até 15 | 8-12 horas | Baixo | Planilha funciona |
| 16-30 | 20-30 horas | Médio | Zona de alerta |
| 31-50 | 40-60 horas | Alto | Hora de migrar |
| 51-100 | 80-120 horas | Muito alto | Migração urgente |
| 100+ | 150+ horas | Crítico | Sistema essencial |
Os 7 Sinais Que Sua Planilha Gestão PJ Virou Problema
O primeiro sinal é o tempo de fechamento. Se você leva mais de 2 dias para fechar o mês com seus PJs, a planilha virou gargalo. Empresas com sistema de folha de pagamento PJ fecham em 4 horas o que antes levava uma semana.
O segundo sinal são os erros recorrentes. Toda vez que você fecha, descobre algum pagamento errado, alguma nota que não bateu, algum contrato que venceu sem ninguém perceber. Processos manuais têm taxas de erro que podem chegar a 5% em retrabalho. Em uma operação com 50 PJs e ticket médio de R$ 10.000, isso significa R$ 25.000 em erros potenciais todo mês. Muitos desses erros envolvem desconto indevido ou emissão de nota fiscal PJ com dados incorretos.
O terceiro sinal é a dependência de uma pessoa. Existe aquele analista que é o único que entende a planilha? Se essa pessoa sair de férias, pedir demissão ou simplesmente ficar doente, sua operação para. Conhecimento crítico não pode depender de um indivíduo, especialmente no departamento pessoal PJ.
O quarto sinal é a falta de visibilidade. Quando o diretor financeiro pergunta quanto a empresa gastou com PJs nos últimos 6 meses, você consegue responder em 5 minutos? Ou precisa de meio dia consolidando dados de várias abas? Gestão sem informação em tempo real não é gestão. Os indicadores de RH para gestão PJ ficam impossíveis de acompanhar.
O quinto sinal são as versões conflitantes. Você já recebeu a planilha “final”, a “final 2”, a “final revisada” e a “final definitiva” na mesma semana? Isso acontece porque planilha não foi feita para trabalho colaborativo em tempo real. Falta organização e controle de versões.
O sexto sinal é o medo de auditar. Se você evita olhar muito de perto para os dados porque tem medo do que vai encontrar, esse é um sinal claro. A gestão de documentos PJ exige rastreabilidade total, e planilha não oferece isso.
O sétimo sinal é a reclamação dos PJs. Quando os prestadores começam a questionar valores, pedir segunda via de comprovantes que você não consegue localizar, ou reclamar de atrasos no pagamento, a planilha está afetando a relação comercial. Isso prejudica a negociação e pode levar o contratado a buscar outras oportunidades.
Se você identificou 3 ou mais desses sinais, chegou a hora de migrar.
Custo Real da Planilha: Tempo, Erros e Risco
O custo da planilha vai muito além do óbvio. Ele se divide em três categorias que a maioria das empresas não contabiliza: custo de tempo, custo de erro e custo de risco.
Custo de tempo é o mais fácil de calcular. Uma empresa com 50 PJs gasta em média 40 horas mensais só em manutenção de planilha. Considerando custo hora de R$ 50 para um analista de RH ou DP, são R$ 2.000 por mês apenas em tempo operacional. Em um ano, R$ 24.000. Mas esse é só o começo. Esse é um dos principais custos que passam despercebidos.
Custo de erro é mais difícil de medir, mas muito maior. Empresas que implementaram automação relatam redução significativa nos erros após adoção de sistemas validadores. O percentual de retrabalho em processos manuais pode consumir até 5% do valor processado. Em uma folha de PJs de R$ 500.000 mensais, são R$ 25.000 em erros potenciais. Mesmo que você pegue metade deles, são R$ 150.000 por ano em erros que você nem sabe que existem. Problemas com tributo destacado incorretamente, ISS do município errado, ou encargo não previsto são comuns.
Custo de risco é o mais perigoso porque é invisível até explodir. Um processo trabalhista de um PJ alegando vínculo pode custar dezenas ou centenas de milhares de reais, dependendo do tempo de prestação e dos valores envolvidos. Sem documentação organizada, sem histórico de pagamentos, sem contratos PJ atualizados, você está exposto. A planilha não te protege dos riscos legais de contratar PJ.
| Categoria | Custo mensal estimado | Custo anual | Observação |
|---|---|---|---|
| Tempo operacional | R$ 2.000-4.000 | R$ 24.000-48.000 | Base: 50 PJs |
| Erros e retrabalho | R$ 5.000-15.000 | R$ 60.000-180.000 | 2-5% da folha |
| Exposição trabalhista | Variável | R$ 50.000-500.000 | Por processo |
| Multas fiscais | Variável | R$ 10.000-100.000 | Por ocorrência |
| Total potencial | R$ 10.000-25.000 | R$ 144.000-828.000 | Cenário conservador |
A conta é simples. Se você gasta R$ 144.000 por ano com os custos ocultos da planilha, qualquer sistema que custe menos de R$ 12.000 por mês já se paga. E nenhum sistema sério de gestão de PJ custa nem perto disso.
Por Que Empresas Insistem em Planilhas (E Por Que Estão Erradas)
Minha visão sobre isso é direta: planilha é droga de entrada. Começa fácil, parece inofensiva, e quando você percebe já está viciado em um processo que consome sua equipe e expõe sua empresa.
O argumento que mais ouço é “mas a planilha é de graça”. Mentira. A planilha custa R$ 144.000 por ano em uma empresa com 50 PJs. Você só não vê porque o custo está escondido em horas de trabalho, erros que ninguém contabiliza e riscos que ainda não explodiram.
O segundo argumento é “minha equipe já sabe usar”. Sabe usar mal. Aquela planilha com 47 abas que só uma pessoa entende não é conhecimento institucional. É refém. Quando essa pessoa sair, você vai descobrir que não sabia usar nada.
Empresas que faturam R$ 50 milhões por ano e ainda gerenciam 100 PJs em planilha estão tomando uma decisão consciente de economizar R$ 2.000 por mês e arriscar centenas de milhares de reais em um processo trabalhista. A matemática não fecha. Nunca fechou.
A planilha foi ferramenta certa no momento certo. Esse momento passou. Quem não migra não é prudente. É negligente.
Before/After: O Que Muda na Prática (40h → 4h)
A transformação mais visível quando você migra de planilha para sistema é o tempo. O que levava 40 horas passa a levar 4. Mas o impacto vai muito além. Para entender as diferenças entre os modelos de trabalho como pj x autônomo ou entre PJ x CLT, é essencial ter dados confiáveis.
No cenário “before” com planilha, o fechamento mensal funciona assim. O analista passa 3 dias coletando notas fiscais por email. Confere uma a uma manualmente. Cruza com valores de contrato que estão em outra aba. Valida CNPJ e razão social. Gera arquivo de pagamento no banco. Envia comprovantes individuais por email. E reza para não ter errado nada. São 40 horas de trabalho braçal, estressante e com alto risco de erro. Esse modelo de operação não escala.
No cenário “after” com sistema, o prestador envia a nota pelo portal. O sistema valida automaticamente se o CNPJ confere, se a razão social está correta, se o valor bate com o contrato, se o ISS foi destacado conforme a legislação do município. O RH só precisa aprovar o que já foi validado. Arquivo de pagamento é gerado automaticamente com integração de pagamentos PJ. Comprovante vai automaticamente para o portal do prestador, funcionando como um holerite PJ eletrônica. São 4 horas de supervisão estratégica, não de trabalho operacional.
Pesquisa internacional da OTRS Group mostra que 78% das empresas brasileiras já investiram em automação. Os principais benefícios percebidos foram economia de tempo (23%), crescimento mais rápido (19%) e economia de custos (18%). A redução de erros aparece em 14% dos casos como benefício principal, mas na prática ela impacta todas as outras métricas.
O impacto na equipe também muda. Aquele analista que passava o mês inteiro fechando planilha agora tem tempo para atuar estrategicamente: negociar contratos, fazer análise de desempenho de prestadores, identificar oportunidades de otimização. Segundo estudo da PwC citado pelo Sebrae, a automação de processos pode melhorar a eficiência operacional em até 80%.
| Processo | Com Planilha | Com Sistema | Redução |
|---|---|---|---|
| Cadastro de novo PJ | 2-3 horas | 15 minutos | 90% |
| Conferência de NF | 30-60 min/nota | 2 min/nota | 95% |
| Fechamento mensal | 40 horas | 4 horas | 90% |
| Geração de relatório | 4-8 horas | 5 minutos | 98% |
| Localizar documento | 15-30 minutos | 10 segundos | 99% |
| Responder auditoria | 2-5 dias | 2 horas | 95% |
Calculadora ROI: Quanto Você Vai Economizar
O cálculo de ROI para migração de planilha para sistema é direto quando você considera todas as variáveis. Vou mostrar a fórmula e um exemplo prático para sua simulação.
A fórmula básica de ROI é: (Ganho obtido – Custo do investimento) / Custo do investimento x 100.
Para calcular o ganho obtido, some quatro componentes. Economia de tempo operacional. Redução de erros. Redução de risco. E ganhos de produtividade da equipe liberada.
Para calcular o custo do investimento, some três itens. Mensalidade do sistema. Custo de implementação. E custo de treinamento mais tempo da equipe durante migração. Muitas empresas oferecem plano gratuito ou trial para você comparar antes de decidir.
Vamos a um exemplo real. Empresa com 60 PJs, folha mensal de R$ 600.000, equipe de 3 pessoas no RH/DP dedicadas parcialmente à gestão de PJs. Se você precisa comparar opções, veja nosso comparativo de plataformas de gestão PJ no Brasil.
Cálculo do ganho anual. Economia de tempo: 36 horas/mês x R$ 50/hora x 12 meses = R$ 21.600. Redução de erros (2% da folha): R$ 12.000/mês x 12 = R$ 144.000 (conservador: 50% disso = R$ 72.000). Redução de risco trabalhista: difícil quantificar, mas vamos ignorar para ser conservador. Ganho total conservador: R$ 93.600/ano.
Cálculo do custo anual. Sistema de gestão PJ: R$ 1.500/mês x 12 = R$ 18.000. Implementação (único): R$ 5.000. Treinamento (único): R$ 2.000. Tempo de migração (60 dias, 4h/semana): R$ 4.800. Custo ano 1: R$ 29.800. Custo anos seguintes: R$ 18.000.
ROI ano 1: (R$ 93.600 – R$ 29.800) / R$ 29.800 = 214%. ROI anos seguintes: (R$ 93.600 – R$ 18.000) / R$ 18.000 = 420%.
Isso sem contar os benefícios intangíveis: paz de espírito, conformidade com legislação, melhor relacionamento com prestadores, capacidade de escalar a operação sem aumentar equipe. Também não estamos contando o valor do plano de carreira que você pode oferecer ao time liberado para atividades estratégicas.
Comparativo: Planilha vs Sistema vs ERP
Existem três caminhos para gestão de PJs: manter a planilha, adotar um sistema especializado ou usar um módulo de ERP. Cada um tem seu lugar, mas a escolha errada custa caro. Essa comparação é essencial para quem avalia CLT x PJ em termos de gestão operacional.
A planilha CLT ou planilha PJ funciona para empresas com até 15-20 prestadores, processos simples e baixa frequência de mudanças. O custo é próximo de zero em software, mas alto em tempo e risco. Não oferece automação, não tem rastreabilidade, não escala. Se você ainda usa planilha para decidir entre CLT ou PJ na contratação, está no caminho certo apenas no início.
O sistema especializado é a melhor opção para empresas com 30+ PJs que precisam de eficiência operacional e conformidade. Custo típico de R$ 1.000 a R$ 3.000 mensais dependendo do volume. Oferece automação de conferência automática de nota fiscal PJ, gestão de contratos, portal do prestador, relatórios, rastreabilidade total. Implementação rápida (30-60 dias), curva de aprendizado baixa porque foi feito especificamente para essa atividade. O software de gestão PJ da Managefy é um exemplo de solução online especializada.
O ERP com módulo de PJ é uma opção para empresas que já usam ERP e querem centralizar tudo no mesmo escritório de contabilidade ou sistema contábil. O problema é que ERPs são genéricos. O módulo de PJ geralmente é uma adaptação forçada do módulo de fornecedores ou de RH. Não atende especificidades como conferência de NF-e, validação de dados cadastrais, portal do prestador. Custo muito mais alto (R$ 10.000+ mensais), implementação demorada (6-12 meses), dependência de consultoria externa e contador especializado.
| Critério | Planilha | Sistema Especializado | ERP |
|---|---|---|---|
| Custo mensal | R$ 0 | R$ 1.000-3.000 | R$ 10.000+ |
| Tempo de implementação | 0 | 30-60 dias | 6-12 meses |
| Automação | Não | Sim | Parcial |
| Rastreabilidade | Não | Sim | Sim |
| Portal do prestador | Não | Sim | Raramente |
| Conferência de NF | Manual | Automática | Semi-automática |
| Escala | Não | Sim | Sim |
| Curva de aprendizado | Alta | Baixa | Alta |
| ROI típico | Negativo | 200-400% | 50-100% |
O sistema especializado é a escolha certa para a maioria das empresas com gestão PJ relevante. ERP faz sentido apenas quando já existe e está funcionando bem, e a empresa quer evitar mais um sistema no ecossistema. Planilha faz sentido apenas no início, e deve ser vista como temporária.
Migração em 60 Dias: Passo a Passo
A migração de planilha para sistema não precisa ser traumática. Com planejamento, você executa em 60 dias sem interromper a operação. É como a abertura de uma nova fase no seu negócio.
Semana 1-2: Diagnóstico e preparação. Mapeie todos os PJs ativos, contratos vigentes, formas de pagamento, particularidades. Exporte tudo da planilha para um formato limpo (CSV ou Excel padronizado). Identifique dados incompletos ou inconsistentes. Defina quem será o dono do projeto internamente. Aproveite para verificar a consulta de regularidade PJ de cada prestador e solicitar certidão negativa PJ atualizada.
Semana 3-4: Escolha e contratação. Avalie 3-4 sistemas do mercado. Peça demonstração com seus dados reais. Verifique integrações disponíveis (bancos, ERP, contabilidade). Negocie prazo de implementação e suporte. Contrate. Se precisar de referência, a Managefy oferece demonstração gratuita.
Semana 5-6: Setup e importação. O fornecedor configura o ambiente. Você importa a base de PJs e contratos. Configura regras de validação conforme suas necessidades. Testa com 5-10 PJs do próximo fechamento.
Semana 7-8: Treinamento e validação. Treina a equipe operacional. Roda o primeiro fechamento em paralelo (planilha + sistema). Compara resultados. Ajusta o que precisar. Aproveite para revisar também políticas de sigilo da folha PJ.
Semana 9: Go-live. Desliga a planilha. Opera 100% no sistema. Mantém planilha arquivada por 90 dias como backup mental, mas não usa mais.
Semana 10-12: Estabilização. Resolve dúvidas e ajustes finos. Documenta processos. Treina backup da equipe. Celebra.
O erro mais comum na migração é querer fazer tudo perfeito antes de começar. Não funciona assim. Comece com 80% organizado e ajuste os 20% restantes depois do go-live. Velocidade importa mais que perfeição no início.
3 Cases de Migração: Startup, Tech e Consultoria
Os cases abaixo são baseados em padrões reais de empresas que migraram de planilha para sistema de gestão PJ. Os números foram ajustados para proteger informações confidenciais, mas representam cenários típicos.
Case 1: Startup de tecnologia (45 PJs)
Contexto: Startup série A, time de produto 100% PJ, crescimento de 5 novos prestadores por mês. RH de uma pessoa fazendo tudo na planilha. Profissionais que decidiram trabalhar como PJ em vez de carteira assinada.
Problema: Fechamento levava 5 dias. Erros de pagamento todo mês. RH não conseguia focar em cultura e pessoas. Não tinha controle sobre reajuste anual de contrato PJ.
Solução: Sistema especializado implementado em 45 dias.
Resultado após 6 meses: Fechamento em 4 horas. Zero erros de pagamento. RH liberado para trabalho estratégico. Economia de R$ 4.200/mês em tempo operacional.
Case 2: Empresa de tecnologia (120 PJs)
Contexto: Empresa estabelecida, equipe de 3 pessoas em DP, planilha com 47 abas e macros que só uma pessoa entendia. Modelo híbrido com CLT e PJ.
Problema: Dependência crítica de um funcionário. Auditoria interna revelou 23 contratos vencidos sem renovação. Risco trabalhista alto. Dificuldade em evitar fraudes com PJ nos processos de RH.
Solução: Sistema especializado + revisão completa de contratos.
Resultado após 6 meses: Rastreabilidade total. 100% dos contratos atualizados. Tempo de fechamento reduzido de 80h para 8h. ROI de 340% no primeiro ano. Agora conseguem fazer comparação clara entre contratação CLT e PJ.
Case 3: Consultoria de gestão (85 PJs)
Contexto: Consultoria com modelo de staffing intensivo, alta rotatividade de prestadores, múltiplos projetos simultâneos. Profissionais que precisam abrir empresa para trabalhar como PJ.
Problema: Não conseguia saber margem por projeto porque não tinha visibilidade de custo real de cada PJ por cliente. Planilha misturava tudo. Impossível calcular salário equivalente ou benefícios trabalhistas por projeto.
Solução: Sistema com módulo de alocação por centro de custo.
Resultado após 6 meses: Visibilidade de margem por projeto em tempo real. Identificou 3 projetos com margem negativa que foram renegociados. Aumento de 4 pontos percentuais na margem bruta da empresa. Outros benefícios incluíram melhor gestão de férias e 13º dos CLTs que atuavam junto com PJs.
10 Erros Comuns na Migração (E Como Evitar)
Erro 1: Querer migrar tudo de uma vez. Comece pelos PJs ativos. Histórico pode vir depois.
Erro 2: Não limpar os dados antes. Lixo entra, lixo sai. Dedique tempo para organizar a base antes de importar.
Erro 3: Escolher sistema pelo preço mais baixo. O barato sai caro. Avalie funcionalidades, suporte, roadmap.
Erro 4: Não envolver a equipe desde o início. Quem vai usar precisa participar da escolha. Senão, vai sabotar.
Erro 5: Pular o treinamento. Parece intuitivo até dar problema. Invista tempo em capacitação.
Erro 6: Não definir um dono do projeto. Projeto sem dono é projeto que atrasa. Escolha alguém com autoridade e tempo.
Erro 7: Continuar usando a planilha “só para conferir”. Isso cria trabalho dobrado e impede a adoção real.
Erro 8: Não comunicar os PJs sobre a mudança. Eles vão precisar usar o portal, enviar documentos de forma diferente. Avise com antecedência. Se você trabalha com MEI ou autônomo, a comunicação é ainda mais importante.
Erro 9: Esperar que o sistema resolva processo ruim. Sistema automatiza processo. Se o processo é ruim, o sistema vai automatizar a bagunça.
Erro 10: Não medir resultados. Defina métricas antes de começar: tempo de fechamento, taxa de erro, satisfação da equipe. Compare depois.
Checklist: Você Está Pronto Para Migrar?
Responda sim ou não para cada item. Se você precisa receber uma proposta de sistema, esse checklist ajuda a justificar:
| # | Pergunta | Sim | Não |
|---|---|---|---|
| 1 | Você tem mais de 25 PJs ativos? | ☐ | ☐ |
| 2 | O fechamento mensal leva mais de 16 horas? | ☐ | ☐ |
| 3 | Houve erro de pagamento nos últimos 3 meses? | ☐ | ☐ |
| 4 | Existe uma pessoa que é a única que entende a planilha? | ☐ | ☐ |
| 5 | Você não consegue gerar relatório de gastos em menos de 30 minutos? | ☐ | ☐ |
| 6 | Existem contratos vencidos que você não renovou? | ☐ | ☐ |
| 7 | Você evita olhar muito de perto para os dados? | ☐ | ☐ |
| 8 | Os PJs reclamam de falta de visibilidade ou atrasos? | ☐ | ☐ |
| 9 | Você já pensou em contratar mais alguém só para a planilha? | ☐ | ☐ |
| 10 | A diretoria pede informações que você não consegue entregar rápido? | ☐ | ☐ |
Resultado: 0-3 “sim” indica que a planilha ainda funciona, mas fique atento. 4-6 “sim” indica zona de alerta, comece a avaliar sistemas. 7-10 “sim” indica migração urgente, você está perdendo dinheiro todo mês. Entenda também os direitos e benefícios PJ para garantir compliance.
Como Justificar ao CFO: Business Case Pronto
O CFO quer números. Não adianta falar de “eficiência” e “modernização”. Precisa mostrar impacto financeiro. Se você trabalha no financeiro, sabe que impostos e compliance andam juntos.
Aqui está a estrutura de business case que funciona:
Slide 1: Problema Custo atual da operação de gestão de PJs: R$ [X] por ano, sendo [Y] horas de trabalho operacional, [Z]% de taxa de erro, e exposição trabalhista de até R$ [W] por processo. A reforma tributária PJ aumenta ainda mais a complexidade.
Slide 2: Solução proposta Implementação de sistema especializado de gestão PJ. Custo: R$ [A] de implementação + R$ [B] mensais. Prazo: 60 dias.
Slide 3: Benefícios quantificados Redução de tempo operacional: de [X] horas para [Y] horas = economia de R$ [Z]/ano. Redução de erros: de [X]% para [Y]% = economia de R$ [Z]/ano. Mitigação de risco trabalhista: documentação completa e rastreável conforme nova lei trabalhista PJ. Capacidade de escalar sem aumentar equipe.
Slide 4: ROI Investimento ano 1: R$ [X]. Retorno ano 1: R$ [Y]. ROI: [Z]%. Payback: [N] meses.
Slide 5: Próximos passos Aprovação do orçamento. Seleção de fornecedor (já temos 3 cotações). Início da implementação em [data]. Go-live previsto para [data].
A chave para aprovar com CFO é falar a língua dele: custo, retorno, risco. Não fale de “melhorar processos”. Fale de “reduzir R$ 100.000 em custos operacionais e mitigar exposição trabalhista significativa”. Se precisar incluir análise de rescisão PJ nos cálculos, o sistema também ajuda com isso.
FAQ
1. A partir de quantos PJs vale a pena trocar a planilha por sistema?
A partir de 25-30 PJs, a planilha começa a gerar mais custo do que economia. Entre 30 e 50, a migração se paga em menos de 6 meses. Acima de 50, manter planilha é jogar dinheiro fora.
2. Quanto custa um sistema de gestão de PJ?
Sistemas especializados custam entre R$ 1.000 e R$ 3.000 por mês, dependendo do volume de prestadores e funcionalidades. Implementação típica fica entre R$ 5.000 e R$ 15.000. O ROI geralmente supera 200% no primeiro ano.
3. Quanto tempo leva para implementar um sistema de gestão PJ?
Implementação típica leva de 30 a 60 dias, incluindo importação de dados, configuração, treinamento e go-live. Migrações mais complexas, com integração a ERP, podem levar até 90 dias.
4. O sistema substitui a planilha completamente ou posso usar os dois?
O sistema substitui completamente. Usar os dois cria trabalho dobrado e impede a adoção real. Após o go-live, arquive a planilha e não volte mais. Em 90 dias você nem vai lembrar que ela existia.
5. Como convencer a diretoria a investir em um sistema de gestão PJ?
Apresente um business case com números: custo atual (tempo + erros + risco), custo do sistema, economia projetada, ROI. CFOs respondem a dados, não a argumentos genéricos sobre eficiência.
6. Quais são os principais riscos de continuar usando planilha?
Erro em pagamentos, contratos vencidos sem renovação, falta de rastreabilidade para auditorias, dependência de uma pessoa que pode sair, exposição trabalhista por falta de documentação organizada.
7. O sistema de gestão PJ integra com meu banco e ERP?
A maioria dos sistemas especializados oferece integração com os principais bancos (para arquivo de pagamento) e ERPs (para lançamentos contábeis). Verifique na avaliação se as integrações que você precisa estão disponíveis.
8. O que acontece com os dados históricos da planilha na migração?
Dados históricos podem ser importados para o sistema, mas nem sempre é necessário. O mais importante é migrar contratos ativos e dados dos últimos 12 meses. Histórico mais antigo pode ficar arquivado na planilha original.


