Contratação PJ: 7 Passos para Contratar Sem Riscos

Contratação PJ

Contratação PJ é o modelo em que empresas contratam prestadores de serviço que operam como pessoa jurídica com CNPJ próprio, em vez de manter funcionários CLT. Na prática, o trabalho PJ a contratação é por entrega e resultado — não por carga horária fixa. O trabalho PJ é

Nesse modelo, a empresa contratante pode reduzir custos em até 40% com o funcionário PJ, comparado ao regime CLT, mas esse tipo de contratação só funciona se a empresa souber estruturar o processo de contratação corretamente. O mesmo vale para o trabalho autônomo.

Este guia mostra como fazer a contratação de PJ de forma segura, com os 7 passos que a Managefy recomenda para evitar caracterização de vínculo empregatício e passivos trabalhistas.

Sumário

  1. O Que É PJ e a Contratação PJ — Definição Prática
  2. Por Que Empresas Contratam PJ — Os Números Reais
  3. CLT vs PJ: 5 Diferenças que Impactam Sua Operação
  4. O Que É Pejotização — E Por Que Ela Destrói Empresas
  5. A Visão da Managefy Sobre Contratação PJ
  6. 7 Passos para Contratar PJ Sem Risco
  7. Contexto Brasil: O Que a Lei Diz Sobre Contratação PJ
  8. Perguntas Frequentes
  9. Conclusão

O Que O Que É PJ? E a Contratação PJ — Definição Prática de como funciona o Contrato PJ para quem contrata

A contratação PJ é o acordo comercial entre uma empresa contratante e um prestador de serviço que possui CNPJ ativo. O profissional PJ emite nota fiscal pelos serviços realizados e não tem vínculo empregatício com o contratante — diferente do que acontece com um funcionário CLT.

Essa relação PJ é diferente do regime CLT em um ponto fundamental: não existe subordinação. O profissional PJ pode decidir como, quando e onde executar o trabalho. O que importa para a empresa contratante é a entrega combinada no contrato de prestação de serviço.

Segundo dados do IBGE (PNAD Contínua 2024), o Brasil tem 25,5 milhões de trabalhadores por conta própria. Desses, 6,6 milhões — cerca de 25,7% — possuem registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O número cresceu 3,5% em relação a 2023, impulsionado por setores onde atuar como PJ é cada vez mais comum: tecnologia, consultoria e prestação de serviço especializado.

A contratação PJ não é “jeitinho brasileiro” para fugir de encargos trabalhistas. É um modelo de contratação previsto em lei, usado em economias desenvolvidas, que exige governança e contrato bem estruturado para funcionar com segurança jurídica.

Vale lembrar: uma pessoa jurídica é qualquer entidade com CNPJ — pode ser MEI, microempresa no Simples Nacional, ou empresa no Lucro Presumido. A modalidade PJ do prestador de serviço impacta sua carga tributária, mas não muda a natureza da relação com o contratante.

Por Que Empresas Contratam PJ — Os Números Reais

O custo de um profissional CLT para a empresa vai além do salário combinado. Entre encargos trabalhistas obrigatórios (INSS patronal, FGTS, férias remuneradas, 13º salário) e benefícios trabalhistas, o valor total pode chegar a 70% a 100% sobre o salário base. Um colaborador CLT que recebe R$10.000 de salário pode custar entre R$17.000 e R$20.000 para a empresa na folha de pagamento.

No contrato PJ, o custo se limita ao valor acordado mais os impostos do prestador de serviço — geralmente entre 6% e 15% para quem atua no Simples Nacional, podendo variar no Lucro Presumido conforme o regime tributário escolhido. A economia para a empresa contratante fica na faixa de 25% a 40%.

Mas a economia financeira não é o único motivo para esse tipo de contratação. Empresas optam pela contratação de PJ porque:

Acesso a especialistas: O profissional PJ de alto nível prefere a modalidade PJ pela flexibilidade e maior rendimento líquido. Muitos não aceitam proposta para atuar como funcionário CLT.

Escalabilidade: É possível aumentar ou reduzir a equipe de prestadores conforme demanda, sem os custos de rescisão que existem no contrato de trabalho CLT.

Foco em entregas: O contrato PJ força clareza sobre o que será entregue, prazos e indicadores de qualidade — diferente da relação com colaboradores CLT, onde a carga horária muitas vezes importa mais que o resultado.

A experiência da Managefy com centenas de empresas mostra: organizações que estruturam bem a contratação PJ conseguem contratar um profissional que não aceitaria proposta no modelo CLT.

CLT vs PJ: 9 diferenças que impactam operação, custo e risco jurídico

A diferença entre PJ e CLT não é apenas de custo. É de natureza da relação.

Diferença

CLT (emprego)

PJ (prestação de serviço)

Como isso evoluiu / o que observar em 2026

1) Subordinação

Existe: empresa dirige como o trabalho deve ser feito (ordens, hierarquia, poder disciplinar).

Não deve existir: empresa define o que quer (escopo/resultado), o PJ define como executar.

A discussão moderna foca menos no “contrato” e mais no dia a dia: rituais de gestão, comando, punição, controle.

2) Pessoalidade

Regra: o empregado é insubstituível (a pessoa física é o objeto da contratação).

Em geral não: contrata-se o serviço da PJ, que pode ter equipe/substituição.

Dá para exigir pessoa específica por qualidade, mas quanto mais “intransferível” e controlado, mais aumenta o risco.

3) Habitualidade (não eventualidade)

Frequência contínua é típica (rotina, jornada, permanência).

Pode ser recorrente, mas deve ser por entrega e com autonomia; não “rotina de funcionário”.

Recorrência não é proibida; o que pesa é rotina + presença + comando como se fosse emprego.

4) Onerosidade

Salário como contraprestação pelo trabalho, com proteção legal.

Pagamento como contraprestação por serviço contratado, via nota fiscal.

O ponto não é “pagar todo mês” (pode), e sim pagar como salário vs pagar por contrato + NF + aceite.

5) Controle de jornada / presença

Permitido (ponto, escala, banco de horas).

Evitar: controle rígido de horário/ponto é forte indício de vínculo.

Pode existir “janela de disponibilidade”, mas o ideal é medir por SLA/entrega, não por presença.

6) Gestão e governança (entrega, SLA e aceite)

Gestão pode ser por atividade/jornada; resultado é desejável, mas não é a “prova” do vínculo.

Deve ser por escopo, marcos, SLA e aceite, com evidências documentais.

A evolução foi operacional: quem trata PJ como serviço/projeto (com aceite) reduz risco; microgestão aumenta.

7) Risco do negócio e proteção trabalhista

Empregado não assume risco do negócio; tem garantias (férias, 13º, FGTS etc.).

PJ assume risco empresarial (tributos, custos, organização do trabalho) e negocia remuneração total.

Se o profissional está “protegido como empregado” (benefícios típicos, punições, regras internas), o cenário fica mais sensível.

8) Encargos / impostos

70%–100% sobre o salário (encargos + obrigações e direitos).

Em geral, custo se limita ao valor do contrato + impostos do prestador (comuns em torno de ~10%, variando por regime).

Aqui nasce a economia, mas se a operação virar CLT disfarçado, a economia pode virar passivo, a depender do cargo/escopo.

9) Rescisão / encerramento

Regras da CLT (aviso prévio, multa FGTS, verbas rescisórias e direitos).

Conforme contrato de prestação de serviços (cláusulas de prazo, aviso, multa, entrega final).

A prática madura é prever saída limpa: transição, handover, cessão de propriedade intelectual e prazos para finalização de entregáveis.

A confusão entre os modelos é a maior fonte de problemas. Empresas que controlam carga horária de profissional PJ, exigem exclusividade ou determinam como o trabalho deve ser feito estão criando evidência de vínculo empregatício — mesmo que o contrato diga o contrário.

Primeira diferença: subordinação. No regime CLT, o funcionário CLT segue ordens do empregador sobre como executar o trabalho. Na contratação PJ, o prestador de serviço tem autonomia total sobre método e processo. A empresa contratante define o “quê”, o profissional PJ define o “como”.

Segunda diferença: habitualidade e carga horária. O profissional CLT pode ter jornada fixa e controle de ponto. O profissional PJ não pode ter controles tão rígidos por disponibilidade. O controle do profissional PJ precisa ser por entregáveis ou horas contratadas, independente da disponibilidade no dia.

Terceira diferença: pessoalidade. No contrato de trabalho CLT, a pessoa física contratada é insubstituível. Na modalidade PJ, o prestador de serviço pode delegar parte do trabalho — a empresa contratante contrata o serviço da pessoa jurídica, não a pessoa física diretamente. Aqui há um monto importante que o contratante pode exigir que uma determinada pessoa, se estabelecido que somente ela tem as habilidades necessárias para prestar o serviço no SLA esperado, seja alocada.

Quarta diferença: risco do negócio. O colaborador CLT não assume riscos — se a empresa é identificada em dificuldades financeiras, ele tem direitos trabalhistas garantidos por lei. Quem atua como PJ assume risco empresarial próprio e deve pagar os impostos e obrigações fiscais da sua pessoa jurídica.

Quinta diferença: benefícios trabalhistas. Diz a lei que o funcionário CLT tem férias remuneradas, 13º salário, FGTS garantidos. O profissional PJ negocia sua remuneração total e fica responsável por sua própria previdência. Nesse modelo, não há benefícios trabalhistas garantidos por lei.

O Que É Pejotização — E Por Que Ela Destrói Empresas

Pejotização é a prática ilegal de contratar alguém como pessoa jurídica quando a relação real é de vínculo empregatício CLT. O termo é o “PJ” transformado em verbo: “pejotizar” um profissional é forçá-lo a abrir CNPJ para mascarar o que deveria ser contrato de trabalho.

A caracterização de vínculo empregatício acontece quando estão presentes os elementos da relação de emprego:

  • Subordinação: O contratado como PJ recebe ordens sobre como trabalhar
  • Habitualidade: Atua nos mesmos dias e carga horária, todos os meses
  • Pessoalidade: Só aquela pessoa física pode fazer o serviço
  • Onerosidade: Recebe pagamento regular pelo trabalho

Se um fiscal do trabalho ou um juiz identificar esses elementos, a empresa contratante pode ser condenada a:

  • Pagar todos os direitos trabalhistas retroativos (férias remuneradas, 13º salário, FGTS, INSS)
  • Multas administrativas
  • Reconhecimento de vínculo empregatício
  • Danos morais ao trabalhador

Em abril de 2025, o STF suspendeu todos os processos nacionais sobre pejotização (Tema 1389 de Repercussão Geral). O tribunal vai uniformizar o entendimento sobre licitude de contratos PJ, competência da Justiça do Trabalho e ônus da prova. Até o julgamento, a cautela é ainda mais necessária para ambas as partes.

A visão da Managefy é direta: se você precisa controlar carga horária, ditar método de trabalho ou exigir exclusividade — registrar como CLT é o caminho correto. A contratação PJ é para relações comerciais reais, não para disfarçar vínculo empregatício.

A Visão da Managefy Sobre Contratação PJ

O regime de contratação PJ é um dos melhores instrumentos de aumento de renda para profissionais qualificados e de redução de carga tributária para empresas. Mas o contrato PJ só funciona quando estruturado corretamente.

A Managefy defende três princípios:

O primeiro é: PJ não é CLT barata. É modelo de contratação diferente que exige gestão diferente. Empresas que tratam prestadores de serviço como “funcionários sem carteira” estão criando problemas de vínculo empregatício e passivo trabalhista.

Segundo: controle de horas e ponto para profissional PJ é sinal de contratação errada. Se você precisa saber a que horas o prestador chegou e saiu, deveria ter colaboradores CLT. A pessoa jurídica contratada se gerencia por entregas, SLAs e resultados — não por presença.

Terceiro: processo primeiro, tecnologia depois. Não adianta comprar sistema de gestão se você não tem clareza sobre como a relação PJ deve funcionar. Automatizar bagunça só acelera o caos na folha de pagamento.

Empresas que seguem esses princípios conseguem expandir o time com dezenas ou centenas de prestadores sem multiplicar retrabalho ou risco. As que ignoram descobrem o problema quando chega a notificação do Ministério do Trabalho questionando a natureza do contrato de prestação de serviço.

7 Passos para Contratação PJ Sem Risco

Passo 1: Defina se o tipo de Contratação PJ é adequado

Antes de fazer a contratação, pergunte: “Esse profissional PJ vai ter autonomia real sobre como e quando trabalha?”

Se a resposta for não — se você precisa de alguém disponível em carga horária fixa, seguindo instruções detalhadas, trabalhando exclusivamente para você — o correto é registrar no regime CLT. Forçar a modalidade PJ nessa situação é receita para vínculo empregatício.

A contratação PJ funciona bem para: projetos com escopo definido, consultorias especializadas, desenvolvimento de software por entregas, representação comercial, prestação de serviço profissional autônomo. Nesse modelo, o profissional PJ pode atuar com liberdade.

Passo 2: Elabore contrato de prestação de serviço completo

O contrato PJ é a fundação da relação comercial entre as partes. O documento deve conter:

  • Descrição clara do escopo de trabalho
  • Entregáveis e prazos
  • Valores e condições de pagamento
  • SLAs e indicadores de qualidade
  • Condições de rescisão
  • Cláusulas de confidencialidade e propriedade intelectual

O contrato deve evidenciar a natureza comercial — pessoa jurídica prestando serviço para empresa contratante. Evite linguagem que sugira vínculo empregatício (“o prestador deverá cumprir horário”, “seguir instruções do gestor”). Contratos bem redigidos protegem ambas as partes.

Passo 3: Verifique a regularidade do CNPJ

Antes de fechar o contrato PJ, confirme que o prestador de serviço tem:

  • CNPJ ativo e regular no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
  • Situação fiscal em dia junto à Receita Federal
  • CNAE compatível com a prestação de serviço contratada
  • Capacidade de emitir nota fiscal do serviço

Tabela: Comparativo de Estruturas de Pessoa Jurídica e os impactos para quem Contrata PJ

Contratação PJ

Limite de faturamento (anual)

Complexidade operacional para quem contrata

Recomendação para Contratação

Possibilidade de crédito tributário (CBS/IBS) para o contratante

% de crédito (IBS+CBS) que o

contratante tende a conseguir

Risco trabalhista potencial (se mal operado)

MEI

Até R$ 81.000

Baixa

Serviços simples e pontuais e cargos de baixa capacitação

Em regra, nenhum crédito é gerado para quem contrata MEI no fluxo “normal” de serviços (regime favorecido/simplificado).

0% na regra geral

Médio–Alto, pois costuma ser aplicado a remunerações mais baixas, escopos menos técnicos e seníveis à hipossuficiência / abaixo do teto previdenciário vigente

Microempresa (ME)

Até R$ 360.000

Baixa

Consultores e especialistas seniores, cargos de alta capacitação

Se estiver no Simples, caso de 99% dos PJs fora do MEI, o crédito do adquirente no regime regular tende a ser limitado ao IBS/CBS embutidos no Simples, mas já é representativo.

Variável, conforme fórmula de cálculo abaixo

Baixo, principalmente se for cargo de nível superior ou de remuneração acima do teto previdenciário vigente.

EPP

Até R$ 4,8 milhões

Baixa

Agências, softwares e prestadores robustos de alta capacitação

Mesma lógica da ME: no Simples, crédito do adquirente costuma ser limitado ao IBS/CBS embutidos. No regime regular (Lucro Presumido ou Real) tende a ser mais “integral” via destaque. 

Variável, conforme fórmula de cálculo abaixo

Baixo, principalmente se for cargo de nível superior ou de remuneração acima do teto previdenciário vigente.

A pessoa jurídica é MEI? Verifique se o faturamento e atividade permitem a contratação. MEI tem limite de receita e restrições de atividades.

Empresa no Simples Nacional ou Lucro Presumido? Confirme o enquadramento e regime tributário. Empresas que usam a Managefy fazem essa verificação automaticamente no onboarding do prestador de serviço.

Temos um artigo específico detalhando a Reforma Tributária para o RH e todos os impactos e vantagens que o Modelo PJ trará para empresas que os adotam, principalmente em créditos fiscais.

Passo 4: Defina SLAs e entregas — não carga horária rígida

A gestão de profissional PJ é por resultado, não por presença. Defina no contrato:

  • O que será entregue
  • Qual o prazo de cada entrega
  • Quais os critérios de qualidade
  • Como será medido o sucesso

Se você se pegar pensando “mas como vou saber se ele está trabalhando?”, volte ao Passo 1. Essa pergunta indica que a contratação PJ não é adequada — você precisa de funcionário CLT.

O profissional PJ pode organizar seu tempo como preferir. O que importa para a empresa contratante é o resultado, não a carga horária.

Passo 5: Estruture o fluxo de informação e pagamento

O pagamento ao prestador de serviço deve ser:

  • Mediante emissão de nota fiscal
  • Com retenções corretas (ISS, quando aplicável)
  • No prazo acordado no contrato de prestação de serviço
  • Documentado e rastreável na folha de pagamento

A nota fiscal é o documento que comprova a natureza comercial da relação. Sem ela, você tem um problema fiscal e de vínculo empregatício. O PJ deve emitir nota para cada pagamento recebido.

Passo 6: Documente tudo

Mantenha registro de:

  • Contrato PJ assinado e aditivos
  • Notas fiscais emitidas pelo prestador
  • Comprovantes de pagamento
  • Entregas realizadas
  • Comunicações relevantes entre as partes

Se um dia houver questionamento sobre a natureza da relação, essa documentação garante segurança jurídica.

A experiência da Managefy mostra: empresas que documentam adequadamente resolvem auditorias trabalhistas com muito menos dor de cabeça do que quem trata contrato de prestação de serviço como formalidade.

Passo 7: Revise periodicamente

Contratos PJ não são “assinar e esquecer”. O contratante deve revisar regularmente:

  • O escopo ainda faz sentido?
  • Os valores estão adequados ao mercado?
  • A relação continua tendo características comerciais (não de vínculo empregatício)?
  • A documentação da pessoa jurídica está em dia?

Relações que começam como contratação PJ legítima podem derivar para características de emprego ao longo do tempo. A revisão periódica previne esse risco para ambas as partes.

Contexto Brasil: O Que Diz a Lei Sobre Contratação PJ

A legislação brasileira permite a contratação de pessoa jurídica para prestação de serviço, desde que não configure fraude trabalhista ou vínculo empregatício disfarçado.

A Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) trouxe importantes mudanças para esse tipo de contratação:

  • Reconheceu a licitude da terceirização em qualquer atividade (fim ou meio)
  • Criou novas modalidades de contrato de trabalho (intermitente, teletrabalho)
  • Estabeleceu que acordos podem prevalecer sobre a lei em determinados aspectos

O STF, no julgamento da ADPF 324, confirmou a constitucionalidade da terceirização irrestrita, dando mais segurança jurídica para a contratação PJ em atividades-fim.

Mas atenção: licitude da contratação de PJ não significa carta branca. Se a relação real tem características de vínculo empregatício (subordinação, habitualidade, pessoalidade), a Justiça pode reconhecer os direitos trabalhistas independentemente do que diz o contrato.

A pessoa jurídica é líder em seu segmento e presta serviço para várias empresas? Ótimo sinal de autonomia. O profissional PJ atua exclusivamente para um contratante, com carga horária fixa e ordens diretas? Isso é vínculo empregatício disfarçado de contrato PJ.

O Tema 1389 do STF vai definir parâmetros mais claros sobre competência, ônus da prova e critérios para caracterização de fraude. Até o julgamento, a recomendação é cautela redobrada no processo de contratação.

Perguntas Frequentes

O que é contratação PJ?

A contratação PJ é o modelo em que empresas contratam prestadores de serviço que possuem CNPJ próprio, mediante contrato de prestação de serviço. O profissional PJ emite nota fiscal e não tem vínculo empregatício com a empresa contratante. A pessoa jurídica pode ser MEI, empresa do Simples Nacional ou Lucro Presumido.

Quanto custa um profissional PJ para a empresa comparado a CLT?

No modelo CLT, os encargos trabalhistas somam 70% a 100% sobre o salário base — incluindo FGTS, férias remuneradas, 13º salário e outros benefícios trabalhistas garantidos por lei. Na contratação PJ, o custo se limita ao valor do contrato. A economia para a empresa contratante fica entre 25% e 40%, dependendo da carga tributária do prestador.

O que caracteriza pejotização e vínculo empregatício?

Pejotização é a contratação fraudulenta de pessoa jurídica quando a relação real tem características de vínculo empregatício: subordinação (ordens sobre como trabalhar), habitualidade (carga horária fixa), pessoalidade (só aquela pessoa física pode fazer) e onerosidade (pagamento regular). Se esses elementos estão presentes, há risco de reconhecimento de direitos trabalhistas.

O profissional PJ pode ter exclusividade com uma empresa?

Exclusividade é um dos indicadores de vínculo empregatício. Embora não seja proibida por si só, a combinação de exclusividade com outros elementos (subordinação, carga horária fixa) aumenta o risco de caracterização de emprego. A recomendação é que o contrato PJ evite cláusulas de exclusividade. O profissional PJ pode e deve atuar para múltiplos clientes.

Como evitar problemas de vínculo empregatício na contratação PJ?

Siga três regras: (1) só faça contratação PJ para relações comerciais reais, onde o prestador de serviço tem autonomia; (2) documente a relação com contrato de prestação de serviço detalhado, notas fiscais e comprovantes; (3) não controle carga horária nem dê ordens sobre método de trabalho. Nesse modelo, o profissional PJ deve ter liberdade para atuar.

O que aconteceu com os processos de pejotização no STF?

Em abril de 2025, o STF suspendeu todos os processos que discutem licitude de contratação PJ (Tema 1389). O tribunal vai definir entendimento vinculante sobre competência da Justiça do Trabalho, ônus da prova e critérios de fraude. Até o julgamento, o contrato de prestação de serviço continua válido, mas empresas devem garantir que a relação tenha segurança jurídica.

Preciso de sistema para gerenciar prestadores PJ?

Depende do volume. Com até 10-15 prestadores, é possível gerenciar o processo de contratação com planilha e disciplina. Acima disso, o retrabalho cresce: conferência de notas fiscais, controle de documentos do CNPJ, gestão de contratos, folha de pagamento. Empresas que usam a Managefy reportam economia de 15 horas/mês e redução de 12 para 2 dias no fechamento.

Qual a diferença entre MEI, Simples Nacional e Lucro Presumido para o contratante?

Para a empresa contratante, a diferença está na capacidade e carga tributária do prestador. MEI tem limite de faturamento (R$81 mil/ano) e restrições de atividade. Simples Nacional permite faturamento maior com tributação simplificada. Lucro Presumido atende empresas maiores. O contrato PJ funciona com qualquer regime tributário da pessoa jurídica, desde que o CNPJ esteja regular.

Conclusão

A contratação PJ é modelo legítimo, vantajoso e cada vez mais comum no mercado brasileiro. Mas exige contrato bem estruturado e processo claro para funcionar.

O erro mais frequente é tratar profissional PJ como funcionário CLT disfarçado — controlando carga horária, dando ordens detalhadas, exigindo exclusividade. Essa prática cria vínculo empregatício e destrói a economia que a empresa buscava.

A abordagem correta é clara: faça a contratação PJ para relações comerciais reais, defina entregas e SLAs no contrato de prestação de serviço, documente tudo, e deixe o prestador de serviço atuar com autonomia. Nesse modelo, você terá acesso a talentos que não aceitariam regime CLT, com custos menores e flexibilidade maior para ambas as partes.

Se sua empresa é líder em contratação de pessoa jurídica com mais de 25 prestadores e ainda gerencia com planilha e email, vale conhecer como a Managefy automatiza o processo de contratação. Assista a demonstração e veja como transformar caos operacional em governança profissional com segurança jurídica.

Sobre a Managefy

A Managefy é a plataforma B2B SaaS brasileira que automatiza a gestão de prestadores PJ. Do cadastro ao pagamento, passando por contratos, validação de notas fiscais e compliance, a Managefy transforma operações fragmentadas em processos profissionais e escaláveis. Fundada por Fábio Rodrigues, com mais de 22 anos de experiência em consultoria estratégica, a empresa nasceu para resolver uma dor real: a bagunça operacional que impede empresas de aproveitarem o melhor do modelo de contratação PJ.

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