Holerite PJ: 9 Itens Obrigatórios no Extrato Da Folha De Pagamentos

Holerite PJ

Sua empresa paga prestadores PJ todo mês, mas não entrega nenhum comprovante detalhado do pagamento. Isso parece normal, certo? Errado. A ausência de um demonstrativo de pagamento, o equivalente ao holerite PJ, gera problemas de compliance PJ, dificulta auditorias e pode até virar argumento em processos trabalhistas.

A resposta direta: prestador de serviços PJ não tem holerite no sentido trabalhista, mas precisa receber um extrato ou demonstrativo de pagamento que comprove os valores transferidos. E a responsabilidade pela entrega desse documento é da empresa contratante.

Neste artigo, você vai entender a diferença entre o contracheque CLT e o extrato PJ, quais são os 9 itens obrigatórios no documento, por que isso importa para compliance e como automatizar a gestão da folha de pagamento PJ na sua operação.

Documentos fiscais e recibos em mesa de escritório

PJ Tem Holerite? Entenda o Demonstrativo de Pagamento (Holerite PJ)

Não, o PJ não tem holerite no sentido da CLT. O holerite tradicional é um documento trabalhista obrigatório para contratados com carteira assinada no regime CLT, onde constam pagamento de salário, descontos de INSS, IRRF, FGTS e 13º salário. Prestadores PJ operam em regime PJ, ou seja, comercial, não trabalhista.

O que existe para pessoa jurídica é o demonstrativo de pagamento, também chamado de extrato PJ ou comprovante de pagamento do prestador. Esse documento detalha o valor bruto da nota fiscal, eventuais benefícios concedidos, descontos aplicados e o valor líquido creditado na conta corrente.

Segundo a Pnad Contínua do IBGE divulgada em novembro de 2025, o Brasil tinha 6,6 milhões de trabalhadores por conta própria com CNPJ ativo em 2024. Esse número representa 25,7% dos 25,5 milhões de profissionais autônomos no país. A formalização cresceu 77,4% desde 2012, quando apenas 15% dos conta própria tinham registro. Fonte: Agência Brasil – IBGE PNAD Contínua 2024

Na prática, a grande maioria desses profissionais atua como MEI ou empresa do Simples Nacional. Isso significa que a empresa contratante não faz retenção de impostos na fonte. O próprio PJ é responsável pelo pagamento de impostos através do DAS mensal. Com milhões de profissionais PJ ativos nesse modelo, a gestão de PJ e de pagamentos se tornou uma demanda real para empresas que contratam prestadores de todos os portes.

Diferença Entre Holerite CLT e Extrato PJ

O holerite CLT e o extrato PJ servem ao mesmo propósito básico: comprovar renda e pagamentos realizados. Mas as semelhanças param aí. A natureza jurídica, as informações obrigatórias e as consequências do não fornecimento são completamente diferentes da folha tradicional.

CaracterísticaHolerite CLTExtrato/Demonstrativo PJ
Obrigatoriedade legalSim, previsto na CLTRecomendado, sem lei específica
Natureza da relaçãoTrabalhistaComercial/Civil
Descontos obrigatóriosINSS, IRRF, contribuição sindicalNenhum (MEI/Simples não tem retenção)
Acréscimos comunsVT, VR, plano de saúdeAuxílio alimentação, subsídio saúde, reembolsos
Base de cálculoSalário bruto com encargo e INSS patronalValor da nota fiscal
FrequênciaMensal obrigatóriaA cada pagamento emitido de NF
Quem paga os impostosEmpresa (encargos trabalhistas)Prestador (DAS mensal)

A confusão entre os dois documentos é comum porque muitas empresas tratam contratados PJ como se fossem funcionários CLT. Essa prática, chamada de pejotização, é ilegal e pode gerar passivos trabalhistas milionários. Se você quer entender melhor os riscos legais ao contratar PJ, vale a leitura aprofundada.

Fornecer um extrato de pagamento ao profissional PJ não configura vínculo. Pelo contrário: demonstra que a relação é comercial e transparente, diferente da folha CLT.

Os 9 Itens Obrigatórios no Demonstrativo PJ

Um demonstrativo de pagamento PJ deve conter informações suficientes para que o prestador de serviços entenda exatamente o que recebeu. A transparência protege as duas partes e serve como comprovação de rendimentos.

1. Razão social e CNPJ da empresa pagadora

O documento precisa identificar claramente quem está pagando. Razão social completa e CNPJ são obrigatórios para rastreabilidade fiscal e para que o prestador saiba exatamente de qual contratante veio o pagamento.

2. Razão social e CNPJ do prestador

Da mesma forma, os dados da pessoa jurídica que recebe precisam constar. Isso evita confusão quando o prestador tem mais de uma empresa ou quando há homônimos. Se sua empresa trabalha com MEI, vale conhecer as especificidades de contratar MEI.

3. Dados bancários do pagamento

Banco, agência e conta corrente onde o valor foi creditado. Essa informação é essencial para conciliação bancária do prestador e serve como comprovação de renda em situações como financiamento ou aluguel.

4. Número da nota fiscal

A referência à nota fiscal PJ é o que conecta o pagamento ao serviço prestado. Sem esse dado, fica impossível fazer a conciliação fiscal. Se sua empresa trabalha com volume alto de notas, vale conhecer a conferência automática de notas fiscais PJ.

5. Data de emissão e competência

A data de emissão da NF e o período de competência do serviço precisam estar claros. Isso é fundamental para fechamento contábil e para evitar divergências entre o que o prestador declarou e o que a empresa pagadora registrou.

6. Valor bruto da nota fiscal

O valor total da nota fiscal emitida pelo prestador. Para MEI e Simples Nacional, esse é o valor base sem retenções, já que a responsabilidade pelos impostos é do próprio prestador através do DAS.

7. Benefícios e subsídios concedidos

Muitas empresas oferecem benefícios aos prestadores PJ como forma de atrair e reter talentos. Esses valores precisam aparecer discriminados no demonstrativo: auxílio alimentação, subsídio para plano de saúde, auxílio home office, reembolso de despesas com transporte ou ferramentas de trabalho. Cada item deve ter valor e descrição claros.

8. Descontos aplicados

Se houver algum desconto acordado em contrato, precisa constar: adiantamentos já realizados, valores de benefícios subsidiados parcialmente pelo prestador, ou qualquer outro ajuste previsto. A transparência aqui evita questionamentos futuros.

9. Valor líquido e identificação do pagamento

O resultado final: valor da NF mais benefícios menos descontos. É o que efetivamente cai na conta do prestador PJ. Junto com a data e identificação do pagamento (número do PIX, TED ou DOC), fecha o ciclo e permite que o profissional PJ localize a transação no extrato bancário.

Por que MEI e Simples Nacional não têm retenção?

Diferente de prestadores em outros regimes tributários, quem está no MEI ou Simples Nacional já paga todos os impostos através do DAS (Documento de Arrecadação do Simples). A empresa contratante não retém ISS, IRRF ou qualquer outro tributo. Isso simplifica muito o processo de pagamento e o demonstrativo. Fonte: Receita Federal – Simples Nacional

Profissional PJ assinando documentos de prestação de serviço

Por Que Fornecer Extrato de Pagamento ao PJ

Fornecer demonstrativo de pagamento ao prestador PJ não é só boa prática. É gestão de risco. Empresas que ignoram essa rotina enfrentam problemas em três frentes: fiscal, trabalhista e operacional.

Na frente fiscal, a ausência de controle gera inconsistências nas obrigações fiscais. A Receita Federal cruza informações das notas fiscais de serviço com as declarações das empresas pagadoras. Se o prestador declara ter recebido um valor e a contratante declara outro, alguém vai receber uma notificação para ajuste de imposto de renda.

Segundo a Receita Federal, as fontes pagadoras são obrigadas a entregar o Informe de Rendimentos até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte. A multa por não fornecer ou fornecer com erro é de R$ 41,43 por documento. Fonte: XP Investimentos – Informe de Rendimentos

Na frente trabalhista, o demonstrativo serve como prova da natureza comercial da relação. Em processos de reconhecimento de vínculo, um dos argumentos usados é a falta de documentação formal. Se a empresa tem contratos PJ estruturados, notas fiscais e demonstrativos de pagamento organizados, a defesa fica mais sólida. Entender a diferença entre CLT ou PJ é fundamental para evitar problemas.

Na frente operacional, a bagunça custa caro. Prestadores PJ que não entendem seus pagamentos ligam, mandam e-mail e ocupam tempo do financeiro. Estimamos que empresas sem demonstrativos padronizados gastam cerca de 3 horas por mês por prestador resolvendo dúvidas sobre pagamentos. Com 50 PJs, são 150 horas por mês perdidas que poderiam ser usadas para gerenciar a folha de forma estratégica.

Como Gerar Demonstrativos de Pagamento PJ

A geração de demonstrativos pode ser manual, semiautomática ou totalmente automatizada. A escolha depende do volume de prestadores e da maturidade operacional da empresa. O processo de pagamento precisa ser estruturado.

Processo manual:

Funciona para empresas com menos de 10 prestadores PJ. O fluxo básico é receber a nota fiscal, conferir os dados, somar os benefícios concedidos, subtrair eventuais descontos, gerar um documento em Word ou Excel e enviar por e-mail. O problema é que cada etapa tem risco de erro. E quando o profissional PJ questiona, alguém precisa abrir planilha, procurar arquivo e reconstituir o histórico.

Processo semiautomático:

Empresas com 10 a 50 prestadores costumam usar planilhas estruturadas com fórmulas para cálculo de benefícios e templates de demonstrativo. O financeiro preenche os dados da NF e os valores de auxílio alimentação, subsídio saúde e reembolsos, e o demonstrativo é gerado automaticamente. Melhora a consistência, mas ainda depende de input manual e envio individual. É diferente da folha CLT, mas exige atenção similar.

Processo automatizado:

A partir de 50 prestadores, a automação deixa de ser luxo e vira necessidade. Um software de gestão PJ integrado captura os dados da nota fiscal, aplica automaticamente os benefícios cadastrados para cada prestador, calcula o valor líquido e disponibiliza o demonstrativo em um portal. O financeiro não precisa fazer nada além de aprovar o pagamento. Isso formaliza o processo e garante rastreabilidade.

Passo a passo para estruturar o processo:

  1. Mapeie os dados necessários: CNPJ do prestador, regime tributário (MEI ou Simples Nacional), benefícios acordados em contrato
  2. Defina o template do demonstrativo com os 9 itens obrigatórios para comprovação
  3. Estabeleça a periodicidade: a cada nota paga ou consolidado mensal
  4. Escolha as formas de pagamento e canal de entrega: e-mail, portal do prestador ou ambos
  5. Crie um arquivo histórico pesquisável para auditorias futuras e gestão de documentos PJ

Modelo de Holerite/Extrato PJ

Um modelo PJ de demonstrativo de pagamento deve ser simples, completo e padronizado. Aqui está uma estrutura que funciona para registrar todos os pagamentos de prestadores MEI e Simples Nacional:

Cabeçalho: Razão social da empresa pagadora (pessoa jurídica), CNPJ, endereço e telefone de contato do financeiro.

Dados do prestador: Razão social, CNPJ, regime tributário (MEI/Simples Nacional), banco, agência e conta corrente para pagamento.

Detalhamento da nota fiscal:

CampoConteúdo
Número da NF001234
Data de emissão15/01/2026
CompetênciaJaneiro/2026
Descrição do serviçoConsultoria em gestão de processos
Valor bruto da NFR$ 10.000,00

Benefícios e subsídios concedidos:

BenefícioValor
Auxílio alimentaçãoR$ 800,00
Subsídio plano de saúdeR$ 500,00
Reembolso despesas (transporte)R$ 350,00
Total benefíciosR$ 1.650,00

Descontos aplicados:

DescontoValor
Adiantamento realizado em 05/01R$ 2.000,00
Total descontosR$ 2.000,00

Resumo do pagamento:

ItemValor
Valor da NFR$ 10.000,00
(+) BenefíciosR$ 1.650,00
(-) DescontosR$ 2.000,00
Valor líquidoR$ 9.650,00
Data do pagamento20/01/2026
IdentificaçãoPIX CNPJ 00.000.000/0001-00

Rodapé: Documento para fins de controle interno e fiscal. Prestador enquadrado no Simples Nacional, sem retenção de impostos na fonte. Em caso de dúvidas, contatar financeiro@empresa.com.br.

Se você precisa de mais detalhes sobre folha de pagamento, confira nosso guia completo sobre folha de pagamento PJ.

Automação de Extratos de Pagamento

Aqui vai minha opinião direta: se sua empresa tem mais de 25 prestadores PJ, gerar demonstrativos manualmente é perda de dinheiro. Não é sobre ser moderno ou ter tecnologia de ponta. É sobre parar de desperdiçar tempo do financeiro com tarefa que pode ser automatizada. O próprio PJ é responsável por suas obrigações fiscais através do DAS, mas a empresa contratante precisa fornecer os comprovantes de tudo que pagou.

A automação de extratos de pagamento PJ funciona assim: o sistema puxa os dados da nota fiscal, aplica automaticamente os benefícios cadastrados (auxílio alimentação, subsídio saúde, reembolsos), desconta adiantamentos ou ajustes, gera o documento padronizado e disponibiliza automaticamente. O prestador PJ acessa, baixa e pronto. Zero e-mail, zero ligação perguntando “cadê meu vale alimentação”.

Benefícios mensuráveis da automação:

A redução de tempo operacional é o ganho mais visível. Em vez de 30 minutos por demonstrativo, o processo de pagamento leva segundos. Com 100 prestadores, são 50 horas por mês devolvidas para o financeiro gerenciar o que importa.

A consistência elimina erros de cálculo. Esqueceu de incluir o auxílio alimentação? Calculou errado o reembolso? Esses problemas desaparecem quando a regra está no sistema. Isso vale tanto para quem trabalhar como PJ quanto para a contratante.

A rastreabilidade resolve auditorias. Precisou do demonstrativo de março de 2024 do prestador X? Dois cliques. Sem vasculhar pasta de e-mail ou planilha antiga. Todos os pagamentos ficam registrados, incluindo histórico de benefícios concedidos.

A experiência do prestador de serviços melhora. PJ que consegue acessar seus demonstrativos a qualquer hora não precisa ligar para perguntar. Isso facilita quando o profissional PJ precisa de comprovação de renda em situações como financiamento ou aluguel. Menos atrito, menos ruído.

O que procurar em uma solução:

Integração com sistemas de NF eletrônica para captura automática dos dados. Cadastro de benefícios por prestador (auxílio alimentação, subsídio saúde, reembolsos recorrentes). Portal de autoatendimento onde o PJ acessa seus documentos. Histórico completo e exportável para auditorias. Alertas automáticos quando há divergência entre NF e pagamento. Funcionalidades de integração de pagamentos PJ são essenciais.

A contratação PJ é uma tendência que só cresce. A Managefy foi construída para resolver exatamente esse problema. A plataforma centraliza contratos, notas fiscais, benefícios, pagamentos e demonstrativos em um único lugar. Cada prestador tem acesso ao seu histórico completo, incluindo informações sobre pró-labore quando aplicável, e o financeiro da empresa ganha tempo para fazer o que importa: analisar, decidir, melhorar processos. Se você quer entender como PJ funciona na prática e como gerenciar a folha de forma eficiente, a Managefy pode ajudar.

Para empresas que ainda estão estruturando o departamento pessoal e contratação PJ, a automação é o caminho para escalar sem dor de cabeça. Também vale conhecer os direitos e benefícios PJ para estruturar uma política atrativa.

Perguntas Frequentes

1. PJ tem direito a holerite?

Não no sentido trabalhista. Holerite é documento da CLT, obrigatório para empregados com carteira assinada que recebem 13º, férias e têm previdência descontada na fonte. Pessoa jurídica deve receber um demonstrativo de pagamento que detalhe o valor da nota fiscal, benefícios concedidos, descontos aplicados e valor líquido creditado. A obrigação de fornecer esse documento é da empresa contratante.

2. Qual a diferença entre holerite e extrato PJ?

O holerite é documento trabalhista que mostra salário bruto, descontos de INSS, IRRF, FGTS e benefícios de um empregado CLT, incluindo 13º salário. O extrato PJ é documento comercial que detalha o valor da nota fiscal de prestação de serviço, benefícios como auxílio alimentação e subsídio saúde, eventuais descontos e valor líquido pago ao prestador. É sobre folha diferente.

3. Empresa que contrata MEI precisa reter impostos?

Não. Prestadores MEI e Simples Nacional pagam seus impostos através do DAS mensal. A empresa contratante não faz retenção de ISS, IRRF ou qualquer outro tributo na fonte. O demonstrativo de pagamento fica mais simples: valor da NF, benefícios concedidos, descontos e valor líquido.

4. Quais benefícios podem aparecer no extrato PJ?

Os mais comuns são auxílio alimentação, subsídio para plano de saúde, auxílio home office, reembolso de despesas com transporte, ferramentas ou cursos. Cada empresa define sua política. Esses valores devem estar discriminados no demonstrativo para transparência e comprovação.

5. Como calcular o valor líquido de um pagamento PJ?

Para MEI e Simples Nacional, o cálculo é direto: valor da nota fiscal mais benefícios concedidos menos descontos acordados. Por exemplo: NF de R$ 10.000 mais R$ 1.300 de benefícios menos R$ 500 de adiantamento resulta em valor líquido de R$ 10.800.

6. O que acontece se a empresa não fornecer demonstrativo ao PJ?

Não há multa específica por não fornecer demonstrativo mensal. Porém, a Receita Federal exige o Informe de Rendimentos anual até o último dia útil de fevereiro, com multa de R$ 41,43 por documento não entregue. Além disso, a falta de demonstrativos gera retrabalho operacional e pode dificultar a defesa em processos trabalhistas.

7. Demonstrativo de pagamento PJ configura vínculo trabalhista?

Não. O demonstrativo é um documento comercial que comprova o pagamento de uma nota fiscal de serviço. Ele reforça a natureza comercial da relação, não a trabalhista. O que configura vínculo é a presença de subordinação, pessoalidade, habitualidade e onerosidade típicas da CLT. Fornecer comprovante não muda a natureza da contratação PJ.

8. Com quantos prestadores vale a pena automatizar os demonstrativos?

A partir de 25 prestadores PJ, o custo operacional de gerar demonstrativos manualmente ultrapassa o investimento em automação. O tempo gasto com conferência, cálculo de benefícios, geração de documentos e envio individual justifica uma solução centralizada como um software de gestão PJ.

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