Empresas de tecnologia têm uma relação particular com o modelo PJ. Desenvolvedores, designers, product managers, QAs, DevOps — a maioria prefere trabalhar como pessoa jurídica pela flexibilidade e pela remuneração líquida maior. Para a empresa, o modelo permite montar e desmontar squads com agilidade, escalar rápido em momentos de crescimento e acessar talentos que não aceitariam CLT.
O problema é que essa flexibilidade toda vem com complexidade operacional. Quando você tem 30, 50, 100 desenvolvedores PJ distribuídos em múltiplos squads, a gestão de PJ deixa de ser algo que dá pra resolver com planilha e WhatsApp. O que funcionava com 10 pessoas vira gargalo com 50.
Este guia foi escrito para CTOs, VPs de Engineering, Head de People e CFOs de empresas de tecnologia que já passaram do ponto onde o processo manual funciona. Se você está perdendo tempo com fechamento de folha, se o onboarding de novos devs está travando o roadmap, ou se está preocupado com a due diligence da próxima rodada, este conteúdo é para você.
O Cenário: Por Que Tech Usa Tanto PJ
O setor de tecnologia brasileiro opera majoritariamente com profissionais PJ. Não é segredo nem novidade. Segundo a Pesquisa Salarial do Código Fonte TV 2025, realizada com mais de 12.500 desenvolvedores brasileiros, a remuneração média de profissionais PJ é significativamente maior que a de CLT — R$ 13.344 contra R$ 8.886 — o que explica a preferência pelo modelo.
Para empresas, especialmente startups e scale-ups, o modelo PJ oferece vantagens claras: custo menor por profissional, flexibilidade para ajustar o time conforme a demanda, acesso a talentos que não topariam CLT, e capacidade de escalar rapidamente sem criar passivo trabalhista fixo.
O problema é que muitas empresas adotam o modelo PJ mas não adotam processos adequados para gerenciá-lo. Tratam 80 desenvolvedores PJ como se fossem 80 fornecedores eventuais. Usam o mesmo fluxo de contas a pagar que usam para pagar o fornecedor de café. E aí o caos se instala.
As 7 Dores Específicas de Gestão de PJ de Startup e Empresa de TI
1. Onboarding lento que trava o roadmap
O squad precisa de um dev senior para o próximo sprint. O candidato foi aprovado, aceitou a proposta, está pronto para começar. Mas o processo de entrada leva duas semanas: cadastro no sistema, coleta de documentos, validação de CNPJ, assinatura de contrato, setup de pagamento.
Enquanto isso, o sprint começa sem o dev. O tech lead redistribui tarefas. O roadmap atrasa. O PM cobra. E quando o dev finalmente entra, já perdeu contexto e precisa de mais tempo para ficar produtivo.
Em empresas de tecnologia, velocidade é vantagem competitiva. Processo de onboarding que leva semanas é incompatível com a dinâmica do negócio.
2. Rotatividade alta multiplicando trabalho administrativo
Projetos terminam, squads mudam, profissionais rodam. É a natureza do modelo. Um dev que estava no squad de pagamentos vai para o squad de onboarding. Outro sai da empresa porque recebeu proposta melhor. Um terceiro entra para cobrir a saída.
Cada movimento gera trabalho: atualização de contrato, mudança de centro de custo, distrato, novo cadastro. Com 80 devs e rotatividade de 20% ao ano, são 16 movimentos por ano só de saída. Mais as entradas. Mais as realocações internas. A gestão de contratos PJ vira uma dor de cabeça constante.
Sem processo estruturado, o DP vira bombeiro apagando incêndio o tempo todo.
3. Alocação por squad complicando rateio de custos
O mesmo dev trabalha 60% no squad de produto A e 40% no squad de produto B. Mês seguinte, muda para 80/20. O PO do produto A precisa aprovar as horas do squad dele. O PO do produto B, as dele.
Se o sistema não suporta alocação múltipla com rateio automático, alguém precisa fazer isso na mão. E quando alguém faz na mão, erra. E quando erra, o custo real de cada produto fica distorcido. E quando o custo fica distorcido, decisões de priorização ficam erradas.
4. Tech lead aprovando sem ver valores
O tech lead sabe se o dev entregou. Ele acompanhou o sprint, revisou o código, participou da daily. Ele é a pessoa certa para aprovar o pagamento daquele dev.
Mas o tech lead não precisa saber quanto cada dev ganha. Aliás, não deveria saber. Saber que o dev junior do squad ganha mais que ele próprio cria conflito. Saber que dois devs com a mesma senioridade ganham valores diferentes gera desconforto.
O sistema precisa permitir aprovação técnica sem exposição de valores. O tech lead aprova a entrega, o financeiro processa o pagamento. Cada um vê o que precisa ver.
5. Due diligence de investidor expondo fragilidade
Na Série A, o investidor vai perguntar: como vocês gerenciam os PJs? Onde estão os contratos? Como funcionam as aprovações? Existe risco de vínculo empregatício?
Se a resposta for “está tudo numa planilha do Google Drive” ou “a gente controla por e-mail”, o deal não morre, mas fica mais difícil. Investidor não gosta de risco trabalhista oculto. Investidor não gosta de processos amadores em empresa que quer escalar.
Uma scale-up que levantou Série B me contou que a due diligence de PJs levou 3 dias porque precisaram reconstituir histórico de 2 anos a partir de e-mails e planilhas espalhadas. Com sistema, teria levado 2 horas.
6. Fechamento mensal consumindo dias
O financeiro precisa consolidar aprovações de 6 tech leads diferentes. Cada um manda por e-mail, em formato diferente, em momentos diferentes. Alguém esquece. Alguém manda errado. Alguém está de férias e não delegou.
O fechamento que deveria levar meio dia leva 4 ou 5 dias. E como o fechamento atrasa, o pagamento atrasa. E como o pagamento atrasa, dev reclama. E como dev reclama, o clima azeda. É o que chamamos de Folha PJ mal estruturada.
7. Sem visibilidade do custo real de desenvolvimento
Quanto custou desenvolver a feature X? Quanto custa manter o squad Y por mês? Qual o custo por sprint do produto Z?
Se você não consegue responder essas perguntas com confiança, está tomando decisões de produto e priorização no escuro. E em tech, onde o maior custo é gente, não saber o custo de gente é não saber o custo de nada.
Como a Folha PJ Resolve
A Managefy foi construída para resolver exatamente essas dores. O conceito de Folha PJ traz para o mundo dos prestadores a mesma lógica que a folha de pagamento traz para CLTs: ciclo mensal estruturado, aprovações por alçada, sigilo de valores, histórico rastreável.
Onboarding em dias, não semanas
O novo dev recebe um link, preenche cadastro, anexa documentos, assina contrato digitalmente. O sistema valida CNPJ automaticamente, verifica regularidade fiscal, e em 48 horas o profissional está pronto para faturar.
O tech lead não precisa cobrar RH. O RH não precisa correr atrás de documento. O processo flui sem gargalo humano.
Centro de custo por squad e por produto
Cada dev é alocado a um ou mais centros de custo com percentual definido. Mudou a alocação? Atualiza no sistema e o rateio ajusta automaticamente.
O PO do produto A vê só o custo do squad dele. O CFO vê o consolidado. Cada um na sua alçada.
Aprovação técnica sem exposição de valores
O tech lead acessa o sistema, vê a lista de devs do squad dele, confirma que todos entregaram, aprova. Ele não vê valores. Não vê quanto cada um ganha. Só confirma a entrega.
O financeiro recebe as aprovações consolidadas, processa o pagamento, e cada dev recebe no prazo.
Histórico pronto para due diligence
Todos os contratos digitalizados. Todas as aprovações registradas. Todos os pagamentos rastreáveis. Quando o investidor pedir, exporta o relatório e envia. Sem reconstituir nada, sem correr atrás de e-mail antigo.
Fechamento em horas, não dias
Com aprovações digitais e fluxo padronizado, o fechamento que levava 5 dias passa a levar 4 horas. O financeiro para de ser bombeiro e passa a ser gestor.
Caso Real: Scale-up com 80 Desenvolvedores
Uma scale-up de São Paulo com 80 desenvolvedores PJ distribuídos em 6 squads enfrentava todos os problemas descritos acima. O fechamento mensal levava 5 dias. A due diligence da Série A foi um pesadelo. Tech leads reclamavam que não tinham visibilidade. Devs reclamavam de atraso.
A migração para a Managefy levou 12 dias. Cadastraram todos os devs, configuraram centros de custo por squad, definiram alçadas de aprovação. No primeiro fechamento com o sistema, o tempo caiu para 6 horas. No terceiro mês, estava em 4 horas.
Na Série B, 18 meses depois, a due diligence de PJs levou 1 hora e 20 minutos. O investidor elogiou a organização. O deal fechou sem ressalva relacionada a risco trabalhista.
Checklist: Sua Empresa de Tech Precisa de Sistema?
Marque os itens que se aplicam:
- [ ] Tenho mais de 25 desenvolvedores PJ ativos
- [ ] Onboarding de novo dev leva mais de 1 semana
- [ ] Fechamento mensal leva mais de 1 dia
- [ ] Tech leads aprovam por e-mail ou WhatsApp
- [ ] Não sei o custo real de cada squad ou produto
- [ ] Já tive problema em due diligence por falta de documentação
- [ ] Devs reclamam de atraso ou falta de transparência
- [ ] Financeiro passa mais tempo cobrando aprovação do que processando pagamento
Se marcou 3 ou mais: está na hora de estruturar o processo.
Se marcou 5 ou mais: está perdendo dinheiro e correndo risco todo mês.
Perguntas Frequentes
O sistema se integra com as ferramentas que já usamos?
Sim. A Managefy integra com os principais ERPs e sistemas de pagamento. O fluxo de aprovação acontece na Managefy, o pagamento continua no seu banco ou sistema financeiro de sempre.
Quanto tempo leva para implementar?
Para uma operação de 50 a 100 devs, a implementação típica leva entre 10 e 15 dias. Não é projeto de meses. A maioria das empresas está operando normalmente em menos de duas semanas.
Como funciona o sigilo de valores?
Você configura quem vê o quê. Tech lead pode aprovar sem ver valores. Financeiro vê valores mas não vê avaliação técnica. CFO vê tudo. Cada perfil acessa só o que precisa.
E se um dev trabalhar em múltiplos squads?
O sistema suporta alocação múltipla com rateio percentual. O dev pode estar 60% no squad A e 40% no squad B, e o custo é distribuído automaticamente.
Funciona para times remotos e distribuídos?
Sim. O sistema é 100% cloud. Dev em São Paulo, tech lead em Berlim, financeiro em Belo Horizonte. Cada um acessa de onde estiver.
Como fica a questão do vínculo empregatício?
A Managefy ajuda a documentar a relação de forma que evidencie a natureza PJ: contratos com escopo definido, ausência de subordinação direta, autonomia do prestador. Isso não elimina risco, mas reduz significativamente a exposição.
Próximo Passo
Se sua empresa de tecnologia tem mais de 25 devs PJ e as dores descritas aqui soam familiares, faz sentido conversar. Não é reunião de vendas com pressão. É uma conversa de 15 minutos para entender sua operação e dizer honestamente se a Managefy resolve seu problema.


