Empresas de engenharia e arquitetura operam por projeto. Cada obra, cada empreendimento, cada consultoria técnica é um centro de custo com prazo, orçamento e equipe específicos. E essa equipe frequentemente inclui profissionais PJ: engenheiros especialistas, arquitetos associados, projetistas, calculistas, orçamentistas.
O modelo faz sentido pela natureza do negócio. Projeto de 6 meses precisa de engenheiro de fundações. Acabou o projeto, não precisa mais. Contratar CLT para demitir em 6 meses não faz sentido econômico nem humano. Contratar PJ por projeto é mais honesto e mais eficiente para todo mundo.
O problema é que engenharia tem exigências que outros setores não têm: ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), RRT (Registro de Responsabilidade Técnica), documentação de obra, rastreabilidade para fiscalização. A gestão de PJ precisa contemplar essas particularidades.
O Cenário: Profissionais Técnicos em Modelo Flexível
O setor de engenharia e arquitetura no Brasil emprega mais de 1,2 milhão de profissionais registrados nos conselhos, segundo o Censo do CONFEA 2025. Desse total, parcela significativa atua como profissional liberal, consultor ou associado em empresas de projeto e construção.
Para empresas de engenharia, o modelo PJ permite montar equipes especializadas por projeto. Projeto estrutural traz o calculista. Projeto hidrossanitário traz o especialista em instalações. Projeto de climatização traz outro especialista. Cada um entra quando precisa, sai quando termina.
O desafio é que cada profissional precisa ter registro ativo no CREA ou CAU, precisa emitir ART ou RRT para assumir responsabilidade técnica, precisa estar com documentação em dia. Se a empresa contrata PJ sem verificar isso, assume risco que não deveria assumir.
As 6 Dores Específicas de Engenharia
1. Verificação de registro profissional manual
Antes de contratar o engenheiro PJ, precisa verificar se o CREA está ativo, se não tem impedimento, se a especialidade confere. Fazer isso manualmente para cada profissional, a cada projeto, consome tempo e está sujeito a erro.
Contratar profissional com registro irregular é risco que a empresa assume. Se der problema na obra, a responsabilidade volta. A gestão de contratos PJ precisa incluir essa validação.
2. Controle de ART/RRT por projeto
Cada projeto exige ART ou RRT do responsável técnico. Cada profissional PJ que assume responsabilidade precisa emitir o documento. Controlar quais ARTs foram emitidas, por quem, para qual projeto, com qual validade, é trabalho administrativo que não pode falhar.
ART vencida ou faltando é irregularidade. Fiscalização encontra, empresa toma multa.
3. Profissional alocado em múltiplas obras
O mesmo engenheiro trabalha na obra A de segunda a quarta, na obra B de quinta a sexta. Mês seguinte, muda. O custo dele precisa ser rateado entre as obras. Se o rateio é manual, erra.
Erro de rateio distorce o custo real de cada obra. Obra que parecia rentável pode estar dando prejuízo subsidiado por outra.
4. Documentação de obra incompleta
A obra termina, o profissional PJ vai embora, e 2 anos depois chega uma notificação pedindo documentação. Onde está o contrato? Onde estão as ARTs? Onde estão os pagamentos? Se depende de e-mail e planilha de 2 anos atrás, a resposta é: ninguém sabe.
Engenharia exige documentação rastreável por décadas. Responsabilidade técnica não prescreve em 5 anos como dívida trabalhista.
5. Fechamento por obra complicado
O financeiro precisa consolidar os custos de PJ de cada obra separadamente. Obra A tem 5 engenheiros PJ. Obra B tem 8. Obra C tem 3 que também estão na A. Fazer esse fechamento manualmente é convite para erro. A Folha PJ por obra precisa ser automatizada.
Erro no fechamento distorce margem, distorce relatório para cliente, distorce tomada de decisão.
6. Falta de visibilidade para o gestor de obra
O gerente de obra quer saber: quanto já gastei de PJ nesta obra este mês? Se a informação está só com o financeiro, no escritório central, ele não tem visibilidade. Descobre que estourou o orçamento só quando é tarde para ajustar.
Como a Folha PJ Resolve
A Managefy adapta o conceito de Folha PJ para a realidade de engenharia, onde obra é a unidade básica de gestão e documentação técnica é requisito inegociável.
Verificação de registro integrada
No cadastro do profissional, o sistema solicita número de registro CREA ou CAU. A verificação de situação regular pode ser feita no momento da contratação. Profissional com registro irregular não passa no onboarding.
Controle de documentação técnica
Cada profissional tem área para anexar ARTs e RRTs vinculadas a projetos específicos. O sistema alerta quando documento está próximo do vencimento. Histórico permanente para eventual fiscalização.
Centro de custo por obra
Cada obra é um centro de custo. Cada profissional é alocado à obra com percentual definido. Rateio automático, sem conta manual.
Documentação permanente
Contrato, documentos, ARTs, pagamentos — tudo fica registrado e vinculado à obra. Mesmo 10 anos depois, a documentação está acessível. Não depende de e-mail arquivado ou planilha antiga.
Fechamento automatizado por obra
Com um clique, o financeiro extrai o custo de PJ de cada obra no período. Sem consolidar manualmente, sem risco de erro de soma.
Visibilidade para o gestor de obra
O gerente de obra acessa o sistema e vê em tempo real quanto já gastou de PJ. Compara com orçamento. Ajusta se necessário. Decisão no campo, não no escritório.
Caso Real: Construtora com 45 Engenheiros PJ
Uma construtora de médio porte com 12 obras simultâneas e 45 engenheiros PJ distribuídos entre elas operava com planilha de controle centralizada no escritório. Gerentes de obra não tinham visibilidade de custo. Fechamento mensal levava 4 dias. Documentação de ARTs estava espalhada em pastas físicas e e-mails.
A migração para a Managefy levou 12 dias. Configuraram cada obra como centro de custo, implementaram cadastro com verificação de CREA, criaram repositório de ARTs por projeto.
Resultados em 6 meses:
- Fechamento mensal: de 4 dias para 5 horas
- Gerentes de obra com visibilidade em tempo real
- 100% das ARTs digitalizadas e vinculadas a projetos
- Zero irregularidade encontrada em fiscalização (antes tinha ocorrido 1)
Checklist: Sua Empresa de Engenharia Precisa de Sistema?
Marque os itens que se aplicam:
- [ ] Tenho mais de 20 profissionais técnicos PJ
- [ ] Verificação de registro CREA/CAU é manual
- [ ] Controle de ART/RRT é feito em planilha ou pasta física
- [ ] Não sei o custo real de PJ por obra em tempo real
- [ ] Gerente de obra não tem visibilidade de gasto
- [ ] Documentação de obras antigas é difícil de localizar
- [ ] Fechamento mensal por obra leva mais de 2 dias
- [ ] Já tive problema em fiscalização por documentação incompleta
Se marcou 3 ou mais: o processo atual está expondo a empresa a risco.
Se marcou 5 ou mais: está perdendo controle e correndo risco de multa.
Perguntas Frequentes
Funciona para escritório de arquitetura?
Sim. O sistema funciona tanto para construtoras quanto para escritórios de projeto. A lógica é a mesma: projeto como centro de custo, profissional alocado, documentação rastreável.
Como funciona a verificação de CREA/CAU?
No cadastro, o profissional informa o número de registro. A verificação de situação regular é feita consultando os sistemas dos conselhos. Profissional irregular não é aprovado no cadastro.
E se o mesmo profissional trabalhar em múltiplas obras?
O sistema suporta alocação múltipla com rateio percentual. O profissional pode estar 60% na obra A e 40% na obra B. O custo é distribuído automaticamente.
Quanto tempo leva para implementar?
Para empresa com 30 a 60 profissionais PJ, implementação típica de 10 a 15 dias. Configuração de obras, cadastro de profissionais, importação de documentação.
Integra com o sistema de gestão de obras que já uso?
A Managefy cuida da gestão de PJ, não substitui o sistema de gestão de obras. A integração permite que obras do sistema de gestão virem centros de custo na Managefy.
Como fica a documentação de obras antigas?
Você pode importar documentação histórica para o sistema. Contratos, ARTs, pagamentos de obras já encerradas podem ser cadastrados para referência futura.
Próximo Passo
Se sua empresa de engenharia tem mais de 20 profissionais PJ e as dores descritas aqui são familiares, vale uma conversa. 15 minutos para entender sua operação e avaliar se a Managefy resolve seu problema.


