Se você trabalha com gestão de PJ, sabe que a verdadeira dor não está em assinar contrato ou negociar valores. A parte difícil acontece todo mês, quando chega a hora de fazer o fechamento. O fechamento de Folha PJ é o processo de consolidar notas fiscais, conferir todas as informações, aprovar pagamentos com os gestores certos e executar a remessa bancária para garantir o pagamento de todos os prestadores da empresa, tudo isso com prazo apertado e dezenas de variáveis que podem dar errado.
Com 10 milhões de empregadores e trabalhadores autônomos formalizados com CNPJ no Brasil em 2024, segundo a PNAD Contínua do IBGE, o volume de prestadores PJ que as empresas precisam gerenciar só cresce. Diferente das folhas de pagamento tradicionais de CLT, onde a equipe de RH controla o cálculo do salário bruto, os descontos de INSS, FGTS e IRRF de forma centralizada, no modelo PJ a informação vem de fora. Cada prestador emite sua nota, e cabe ao DP e RH conferir, validar e consolidar antes de pagar. Sem processo estruturado, os erros no fechamento se multiplicam.
Neste artigo, você vai entender como estruturar o processo de fechamento em 6 etapas claras, com timeline definido e controles que ajudam a evitar problemas e eliminar a correria de final de mês. Se sua empresa opera com 25 ou mais PJs, esse processo precisa funcionar como engrenagem, caso contrário, vai travar a operação todo mês.
Para entender o que é Folha de Pagamento PJ e como ela se diferencia da CLT, veja nosso guia conceitual. Aqui, vamos direto para a execução.
O Que É Fechamento de Folha PJ e Por Que É Diferente de CLT
O fechamento de Folha PJ é a sequência de atividades que transforma as notas fiscais dos seus prestadores em pagamentos executados no banco, passando por validação, aprovação de gestor e consolidação. Quando falamos em rotinas de DP para PJ, o fechamento é o momento em que tudo acontece de fato.
Nas folhas de pagamento de CLT, o processo é mais previsível porque a empresa controla todas as variáveis. O controle de ponto está no sistema, seja por ponto eletrônico ou sistema de ponto manual. A folha de ponto alimenta o cálculo das horas extras, a jornada de trabalho está registrada, e o sistema já faz o cálculo do salário líquido considerando os encargos trabalhistas: INSS com a alíquota correta, FGTS, IRRF e demais deduções. A equipe de RH confere a apuração, valida e manda para o banco. O pagamento do salário acontece até o quinto dia útil do mês seguinte, conforme a legislação trabalhista.
Com PJ, a lógica se inverte completamente. Quem envia a informação é o prestador, e ele precisa fazer isso dentro do prazo certo, com os dados corretos. A empresa depende dessa entrega para conseguir fazer o fechamento. Não existe folha de ponto nem controle de ponto no sentido tradicional, porque o PJ tem autonomia sobre sua jornada de trabalho. O que existe é a nota fiscal como documento que comprova o serviço prestado e dispara o pagamento mensal.
| Aspecto | Fechamento CLT | Fechamento Folha PJ |
|---|---|---|
| Fonte de dados | Ponto eletrônico e sistema interno | NF emitida pelo prestador |
| Quem envia informação | Empresa controla via folha de ponto | PJ precisa enviar |
| Cálculo de valores | Sistema calcula salário bruto, descontos, encargos | Valor fixo ou variável conforme contrato |
| Encargos | INSS, FGTS, IRRF calculados automaticamente | Sem encargo trabalhista para empresa |
| Prazo de pagamento | Até quinto dia útil (legislação trabalhista) | Conforme contrato, geralmente dia útil definido |
| Validação | Folha já calculada pelo sistema | NF precisa ser conferida manualmente ou por sistema |
| Aprovação | RH/DP internamente | Gestor responsável + DP |
| Risco de atraso | Baixo | Alto, porque é descentralizado |
Essa descentralização é o que torna o fechamento de folhas de pagamento PJ mais complexo. O prestador pode atrasar a nota, errar o valor, emitir para o CNPJ errado. Cada variável dessas gera retrabalho para quem opera o fechamento. Segundo pesquisa da IOB, 60% das empresas admitiram ter emitido notas fiscais com erros ou divergências, e outros 15% sequer sabem dizer se já emitiram documentos com equívocos.
O problema é que muitas empresas tratam o pagamento da folha de PJ como se fosse contas a pagar comum, quando na verdade é uma rotina de gestão de PJ que precisa de processo, aprovações e rastreabilidade para funcionar.
As 6 Etapas do Fechamento de Folha PJ
Toda empresa que opera com PJs precisa de um processo de fechamento estruturado. Sem isso, os últimos dias do mês viram caos, com o DP correndo atrás de nota, gestor que não aprova a tempo e financeiro pressionando para fechar a remessa. As 6 etapas a seguir organizam essa rotina do começo ao fim, servindo como passo para fazer o fechamento correto da folha.
Etapa 1: Envio de Notas Fiscais pelos PJs
O fechamento começa quando o prestador envia a nota fiscal do período. Parece simples, mas é aqui que a maioria dos problemas se origina, e onde o atraso costuma nascer.
O corte de notas fiscais é o deadline até o qual os PJs devem enviar suas NFs para entrar no fechamento do mês corrente. Se a empresa fecha dia 30, por exemplo, o corte costuma ser entre os dias 18 e 22, dependendo do tempo necessário para validação e aprovação. Diferente da CLT, onde o pagamento do salário tem prazo definido por lei (até o quinto dia útil), no PJ o prazo é contratual.
A comunicação desse prazo precisa ser clara e recorrente. Não adianta mandar um e-mail no início do contrato e esperar que o PJ lembre para sempre. Empresas que usam portal PJ conseguem automatizar lembretes e centralizar o envio, reduzindo a dependência de cobrança manual pelo RH.
Quando o PJ atrasa a nota, a primeira reação costuma ser cobrar por WhatsApp ou e-mail. O problema é que isso não escala. Com 50 ou 100 PJs, a equipe de RH não consegue ficar cobrando um por um. Por isso, o alerta automático antes do prazo é mais eficiente que a cobrança depois. O sistema avisa, o PJ envia, e o DP não precisa correr atrás.
Etapa 2: Validação das NFs
A validação é a etapa em que você confere se a nota fiscal PJ emitida pelo prestador está correta antes de liberar para aprovação e pagamento. Essa validação de NF precisa verificar alguns pontos essenciais para evitar problemas no fechamento.
O CNPJ do prestador precisa estar regular na Receita Federal. O valor da nota precisa corresponder ao que foi contratado. A competência da NF precisa ser do mês correto. O CNAE do prestador precisa ser compatível com o serviço prestado. Quando qualquer um desses itens está errado, a nota precisa voltar para o PJ corrigir, e isso come tempo do fechamento.
A conferência automática de notas fiscais pode ser feita manualmente, verificando cada nota uma por uma, ou de forma automatizada, com o sistema puxando os dados direto da prefeitura e da Receita. A diferença de tempo é brutal: conferir 100 notas manualmente pode levar 2 dias inteiros de trabalho, enquanto a validação automatizada por softwares de folha especializados leva minutos.
As divergências mais comuns no fechamento nessa etapa são: valor diferente do contratado, competência errada (nota de janeiro sendo enviada em fevereiro), CNPJ com alguma pendência fiscal, e dados bancários desatualizados. Cada divergência precisa ser tratada antes de seguir para a próxima etapa, caso contrário compromete o fechamento correto.
Etapa 3: Aprovação do Gestor Responsável
Aprovação de gestor é a etapa em que o responsável pelo profissional PJ valida a entrega e autoriza o pagamento antes da consolidação da folha. Essa etapa é crítica para a gestão da folha porque garante que quem conhece o trabalho do PJ confirme que a entrega aconteceu e que o valor está correto.
Sem aprovação de gestor, o DP paga no escuro. O prestador pode emitir a nota, mas se o gestor não confirma que recebeu a entrega, a empresa está pagando com base em confiança, não em processo. Isso é risco trabalhista e fiscal.
O que o gestor deve validar é se a entrega foi feita conforme combinado, se o valor está de acordo com o contrato PJ ou com o escopo do período, e se o prazo de competência está correto. A aprovação através de alçadas configuráveis não é formalidade, é controle para garantir o pagamento de forma segura.
Quando o gestor não aprova a tempo, o fechamento atrasa. Por isso, o processo precisa prever escalation: se o gestor não aprovou até o prazo X, o superior dele é acionado, ou a aprovação é delegada para alguém com alçada equivalente. Sem essa regra, uma aprovação pendente pode travar o pagamento de todos.
A Managefy permite configurar aprovação por área e por alçada, de modo que cada gestor vê apenas os PJs sob sua responsabilidade, e a diretoria consegue ter visibilidade do processo sem expor valores individuais.
Etapa 4: Consolidação da Folha PJ
Com as notas validadas e aprovadas, chega a hora de consolidar a Folha PJ. Essa etapa reúne tudo que vai entrar no pagamento do mês: valores fixos dos contratos, variáveis como horas extras acordadas ou bônus de performance, ajustes retroativos e reembolsos.
A revisão final antes de pagar é o momento de conferir se todas as informações estão corretas. Se algum PJ teve ajuste de contrato no meio do mês, isso precisa estar refletido. Se houve reembolso de despesas, precisa estar consolidado. Se houve desconto por algum motivo previsto em contrato, também precisa aparecer. Diferente da CLT, onde deduções como INSS e IRRF são obrigatórias e calculadas pelo sistema, no PJ os descontos são apenas os previstos contratualmente.
O sigilo da folha PJ é uma preocupação real nessa etapa de gestão de pessoas. Quem vê o quê? O gestor precisa aprovar, mas não necessariamente precisa ver o valor de todos os PJs da área. O DP precisa consolidar, mas talvez não deva ver valores de C-level. Definir perfis de acesso evita exposição indevida e garante que a informação chegue apenas para quem precisa, diferente das folhas de pagamento CLT onde o RH tradicionalmente tem acesso a tudo.
Etapa 5: Geração de Remessa Bancária
Remessa bancária é o arquivo exportado do sistema de gestão contendo os dados de pagamento de todos os PJs aprovados, pronto para processamento pelo banco. Essa etapa é a ponte entre o sistema de gestão e a execução financeira, e precisa acontecer sem erros para garantir o pagamento correto.
A maioria das empresas exporta a remessa em formato CSV ou CNAB, dependendo do banco. Algumas já operam com integração direta via API, eliminando a necessidade de exportar e importar arquivos manualmente. A automação de pagamentos PJ reduz significativamente os erros no fechamento.
A conferência final de valores antes de enviar a remessa é essencial. O valor total da remessa bate com o total da Folha PJ consolidada? Os dados bancários estão corretos? Algum PJ mudou de conta recentemente? Erro nessa etapa significa pagamento errado, e corrigir pagamento errado dá mais trabalho que conferir antes. É aqui que erros comuns no fechamento manual costumam aparecer.
Empresas que integram o sistema PJ com ERP ou com o banco diretamente conseguem reduzir esse tempo de conferência, porque a integração já valida os dados no momento da consolidação. Quem ainda depende de planilhas para gestão PJ sente mais esse gargalo.
Etapa 6: Pagamento e Conciliação
A execução do pagamento acontece no banco, com base na remessa enviada. O dia útil do pagamento depende do que foi definido em contrato com cada prestador. Depois de pagar, vem a apuração final: confirmar que cada nota fiscal teve seu pagamento correspondente executado.
A conciliação NF versus pagamento garante que nenhum prestador ficou de fora e que nenhum valor foi pago em duplicidade. Parece óbvio, mas quando você opera com 50 ou 100 PJs, é fácil um erro passar despercebido se não houver processo de conferir sistematicamente.
Depois da conciliação, vem a geração de comprovante de pagamento e extrato para os PJs. O prestador precisa saber o que recebeu, quando recebeu e como os valores foram calculados, similar ao que acontece com o holerite PJ. Isso é transparência e reduz questionamentos no mês seguinte.
O histórico rastreável é o registro de tudo que aconteceu naquele fechamento: quais notas foram validadas, quem aprovou, quando a remessa foi gerada, quando o pagamento foi executado. Esse registro é fundamental para auditoria PJ e para responder qualquer questionamento futuro, seja interno ou de fiscalização trabalhista.
Timeline de Fechamento: Quando Fazer Cada Etapa
O cronograma de fechamento depende de quando a empresa paga os PJs. A maioria opera com pagamento no último dia útil do mês, então vamos usar esse modelo como referência para calcular os valores e prazos de cada etapa.
| Período | Atividade | Responsável |
|---|---|---|
| Dia 1 a 20 | PJs enviam NFs do mês | Prestadores |
| Dia 18 | Alerta automático de NF pendente | Sistema |
| Dia 21 a 23 | Validação das NFs e cobrança de pendentes | DP e RH |
| Dia 24 a 25 | Aprovações dos gestores | Gestores responsáveis |
| Dia 26 a 27 | Consolidação da Folha PJ e cálculo final | DP/Financeiro |
| Dia 28 | Geração de remessa bancária | Financeiro |
| Dia 29 a 30 | Execução do pagamento e conciliação | Financeiro |
Para empresas que fecham dia 15, o cronograma se ajusta proporcionalmente, com o corte de notas acontecendo por volta do dia 5 e a consolidação entre os dias 10 e 12. O importante é manter a folga de dias úteis entre cada etapa.
O volume de PJs influencia diretamente o tempo necessário para cada etapa. Com 25 PJs, a validação manual ainda é viável, embora demorada e sujeita a erros no fechamento. Com 100 ou mais, a validação manual vira gargalo e o processo precisa de sistemas de folha especializados para funcionar dentro do prazo. Automatizar essas etapas deixa de ser luxo e vira necessidade operacional.
5 Problemas Comuns no Fechamento de Folha PJ
Mesmo com processo definido, alguns problemas se repetem mês a mês nas folhas de pagamento de PJ. Conhecer esses problemas comuns no fechamento e ter um plano para cada um evita que a rotina vire correria.
Problema 1: NF Atrasada
O PJ não enviou a nota dentro do prazo, e agora o DP precisa cobrar. O atraso acontece porque o prestador esqueceu, porque não recebeu o lembrete, ou porque teve algum problema para emitir a nota fiscal.
A prevenção passa por alertas automáticos antes do prazo e comunicação clara sobre as consequências do atraso. Se o PJ não enviar até o corte, a nota entra no mês seguinte. Essa regra precisa ser conhecida e aplicada, caso contrário vira exceção permanente e compromete o fechamento correto da folha todo mês.
Quando o atraso acontece mesmo assim, a decisão é incluir a nota atrasada no fechamento atual (atrasando todo o processo) ou deixar para o próximo pagamento mensal. Depende da política da empresa e do impacto no relacionamento com o prestador.
Problema 2: Gestor Não Aprova a Tempo
O gestor está viajando, está sobrecarregado, ou não priorizou a aprovação. Enquanto isso, o fechamento espera e a equipe de RH fica pressionada.
As causas são variadas, mas a solução é sempre a mesma: ter um plano B. Se o gestor não aprovou até a data X, quem assume? O superior dele? Alguém com delegação de alçada? Sem essa regra clara, uma aprovação pendente pode travar dezenas de pagamentos e gerar atraso em cascata.
O compliance PJ bem estruturado define alçadas e delegações antes do problema acontecer, não no momento do caos.
Problema 3: Valor da NF Diferente do Contrato
O prestador emitiu nota com valor diferente do contratado. Pode ser um erro de cálculo, pode ser um ajuste que não foi comunicado, pode ser cobrança de horas extras ou algo extra que não estava previsto.
Divergências de valor precisam ser tratadas antes de aprovar. Isso significa voltar para o PJ e para o gestor, entender o que aconteceu, e decidir se o valor está correto ou se precisa de ajuste. Pagar sem conferir é criar problema futuro e risco de erro no pagamento da folha.
Fazer o cálculo correto dos ajustes e reembolsos deve estar previsto no processo. Se o contrato permite variáveis, o sistema precisa comportar esses variáveis. Se não permite, qualquer diferença é divergência que precisa ser resolvida antes de calcular o salário final do prestador.
Problema 4: CNPJ com Pendência
O PJ teve o CNPJ suspenso ou inapto na Receita Federal, e você só descobre na hora de pagar. Pagar para CNPJ irregular é risco trabalhista para a empresa contratante.
A validação recorrente do cadastro de PJ evita essa surpresa. Não basta validar o CNPJ no momento da contratação PJ e nunca mais olhar. A situação cadastral pode mudar a qualquer momento, e a empresa precisa saber.
Os sistemas de folha que consultam a Receita Federal automaticamente antes de cada fechamento identificam pendências antes de virar problema. Os riscos legais de contratar PJ irregular incluem desde autuação fiscal até caracterização de vínculo empregatício, com cobrança retroativa de INSS, FGTS e demais encargos trabalhistas.
Problema 5: Correria de Final de Mês
Tudo acumula para os últimos dias: notas atrasadas que chegam em cima da hora, aprovações que não foram feitas, gestor que cobra urgência para pagar um PJ específico. O DP fica refém do caos e o fechamento manual vira pesadelo.
A causa dessa correria é falta de antecipação. Se todas as etapas são deixadas para o final do mês, não sobra margem para imprevistos. A solução é antecipar o que pode ser antecipado: alertas começando mais cedo, corte de notas com mais folga, aprovações distribuídas ao longo da semana.
Pesquisas de mercado indicam que mais de 70% das empresas que operam gestão de PJ ainda dependem de planilhas e processos manuais para fechamento, o que explica por que a correria de final de mês é tão comum.
Planejamento de fechamento é o que transforma a última semana do mês de caos em execução previsível. É a diferença entre apagar incêndio e operar com rotina organizada. Empresas que conseguem automatizar as etapas repetitivas liberam tempo da equipe de RH para gestão de pessoas de verdade.
Quanto Tempo Leva o Fechamento de Folha PJ
O tempo de fechamento depende do volume de PJs e de quanto do processo é manual versus automatizado. Segundo dados internos da Managefy, empresas que operam o fechamento manual levam de 4 a 5 dias úteis para fechar 100 PJs, enquanto empresas que automatizam o processo com sistemas de folha especializados fazem o mesmo em 6 a 8 horas.
| Volume de PJs | Fechamento Manual (planilha) | Automatizado | Economia |
|---|---|---|---|
| 25 PJs | 1 a 2 dias | 2 a 4 horas | 75% |
| 50 PJs | 2 a 3 dias | 4 a 6 horas | 80% |
| 100 PJs | 4 a 5 dias | 6 a 8 horas | 85% |
| 200+ PJs | 5 a 7 dias | 8 a 12 horas | 85 a 90% |
Segundo levantamento interno da Managefy com clientes que migraram de planilha para sistema, o custo de retrabalho por erro no fechamento pode chegar a 8 horas adicionais por mês em empresas com mais de 50 PJs, entre correção de NFs, reprocessamento de aprovações e ajustes em remessas bancárias.
A diferença está principalmente na validação de NF (que pode ser automática) e na centralização de aprovações (que elimina a cobrança manual). Quando você decide migrar da planilha para sistema de gestão PJ, a economia de tempo aparece imediatamente no primeiro fechamento.
O ROI de automatizar fica evidente quando você calcula quantas horas o DP gasta com fechamento todo mês e quanto isso custa em salário e oportunidade. Se uma analista gasta 3 dias por mês só com fechamento, são 36 dias por ano dedicados a conferir planilha, cobrar nota e correr atrás de aprovação. Se ela poderia estar fazendo outra coisa nesse tempo, o custo do processo manual é muito maior do que parece. Os softwares de folha especializados em PJ se pagam rapidamente.
Comparando Managefy vs sistemas de DP tradicionais, a diferença está no foco. Sistemas de DP tratam folhas de pagamento CLT com cálculo de INSS, FGTS, IRRF, encargos, dedução por dedução. A Managefy trata PJ como rotina de DP específica, com aprovações, sigilo e rastreabilidade que sistema genérico não oferece. Não é o mesmo cálculo, não é o mesmo processo.
Checklist de Fechamento de Folha PJ
Antes de considerar o fechamento é completo, conferir cada item. Esse checklist serve tanto para operação quanto para compliance e auditoria, garantindo que o processo de fechamento esteja correto da folha.
Etapa 1 — Envio de NFs Todas as NFs do período foram recebidas. PJs que não enviaram foram cobrados e/ou tiveram prazo prorrogado conforme política. Lista de NFs pendentes está documentada para evitar problemas no próximo ciclo.
Etapa 2 — Validação Todas as NFs foram validadas (CNPJ, valor, competência, CNAE). Divergências foram tratadas e documentadas. Nenhuma NF com erro passou para aprovação. A conferência foi feita conforme padrão.
Etapa 3 — Aprovação Todos os pagamentos foram aprovados pelo gestor responsável. Aprovações pendentes tiveram escalation ou delegação. Registro de quem aprovou e quando está disponível para auditoria.
Etapa 4 — Consolidação Folha PJ consolidada com todos os valores: fixos, variáveis, ajustes, reembolsos, eventuais descontos contratuais. Sigilo de valores está configurado corretamente. Revisão final foi feita antes de gerar remessa, com cálculo conferido.
Etapa 5 — Remessa Arquivo de remessa gerado e conferido. Total da remessa bate com total da Folha PJ. Dados bancários estão atualizados. Pagamento de forma correta está garantido.
Etapa 6 — Pagamento e Conciliação Pagamentos foram executados no banco no dia útil previsto. Conciliação NF versus pagamento foi feita. Comprovantes e extratos foram gerados para os PJs. Histórico do fechamento está salvo para auditoria.
O Que Eu Penso Sobre Fechamento de Folha PJ
O mercado subestima o fechamento de Folha PJ porque trata isso como “contas a pagar”. Pega a nota, confere se o valor bate, paga. Como se fosse pagar um fornecedor qualquer.
O problema é que PJ que trabalha para sua empresa todo mês não é fornecedor de material de escritório. É alguém que presta serviço recorrente, que tem gestor responsável, que precisa de aprovação, que tem variáveis de pagamento, que espera transparência sobre o que recebeu. Isso é rotina de DP, não é contas a pagar. Precisa do mesmo cuidado que a equipe de RH tem com as folhas de pagamento CLT, só que com processo diferente.
O contrato e a nota são só o começo. O trabalho pesado está na rotina do mês: quem aprova, quem vê os valores, quando fecha, como concilia. Quando a empresa não trata isso como processo estruturado, o resultado é a Marina correndo atrás de nota nos últimos dias do mês, apagando incêndio, sem tempo para fazer mais nada. A gestão de pessoas sofre porque o operacional consome tudo.
Não precisa ser assim. Com processo definido, com sistema que automatiza a validação e centraliza as aprovações, o fechamento vira rotina previsível. A Marina sabe que dia 18 os alertas saem, dia 24 as aprovações precisam estar prontas, dia 28 a remessa sai. Sem surpresa, sem correria. É fechamento é organizado, não é caos.
Essa é a diferença entre ter um monte de PJs que você paga todo mês e ter uma operação de Folha PJ que funciona de verdade.
FAQ — Perguntas Frequentes Sobre Fechamento de Folha PJ
1. O que é fechamento de Folha PJ?
Fechamento de Folha PJ é o processo mensal de consolidar notas fiscais dos prestadores, conferir todas as informações, aprovar pagamentos com os gestores responsáveis e executar a remessa bancária. Inclui validação de NF, aprovação por alçada, cálculo e consolidação de valores, e conciliação final. Diferente das folhas de pagamento CLT, não envolve cálculo de encargos como INSS, FGTS ou IRRF.
2. Qual o prazo ideal para PJs enviarem notas fiscais?
O prazo depende do cronograma da empresa, mas o ideal é que o corte de notas aconteça entre 7 e 10 dias úteis antes do pagamento. Isso dá margem para validação, cobrança de pendentes e aprovações sem correria. O prazo precisa ser comunicado claramente e reforçado todo mês para evitar atraso.
3. O que fazer quando um PJ atrasa a nota fiscal?
Se o PJ atrasar depois do corte, a política mais comum é incluir a nota no fechamento do mês seguinte. Exceções podem ser abertas, mas precisam de processo claro, caso contrário viram regra e comprometem todo o fechamento. Alertas automáticos antes do prazo ajudam a prevenir o atraso.
4. Quem deve aprovar o pagamento antes de fechar?
O gestor responsável pelo PJ, ou seja, quem conhece a entrega e pode conferir que o serviço foi prestado. Em estruturas maiores, pode haver mais de um nível de aprovação dependendo do valor ou da área. É similar à aprovação de horas extras na CLT, onde alguém precisa validar antes de pagar.
5. Como reduzir o tempo de fechamento da Folha PJ?
Automatizando validação de NF, centralizando envio em portal self-service, configurando alertas automáticos de prazo e estruturando aprovações com escalation. Empresas que fazem isso com sistemas de folha especializados reduzem o tempo em até 85%. O fechamento manual de folhas de pagamento PJ consome muito mais tempo.
6. Qual a diferença entre fechamento de CLT e PJ?
Na CLT, a empresa controla todas as informações através de folha de ponto e ponto eletrônico, e o sistema faz o cálculo do salário bruto com descontos de INSS, FGTS, IRRF e demais deduções automaticamente. No PJ, a informação vem do prestador (a nota fiscal), e precisa de validação e aprovação antes de pagar. Não há encargo trabalhista nem cálculo de salário líquido tradicional.
7. O que conferir antes de gerar a remessa bancária?
Total da remessa bate com a Folha PJ consolidada, dados bancários estão atualizados, nenhuma NF com divergência passou, todas as aprovações foram registradas, e o arquivo está no formato aceito pelo banco. Conferir esse cálculo evita erros no fechamento que geram retrabalho depois.
8. Como a Managefy automatiza o fechamento de Folha PJ?
A Managefy centraliza envio de NFs em portal self-service, valida automaticamente consultando prefeitura e Receita, distribui aprovações para os gestores certos com alçada configurável, consolida a Folha PJ com sigilo de valores, gera remessa bancária e mantém histórico rastreável de tudo. É um sistema de gestão PJ que trata o fechamento como rotina de DP, não como contas a pagar.
Quer fazer o fechamento da sua Folha PJ sem correria?
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